Especialista em gestão da produtividade e mudança pessoal aponta os malefícios das escolhas profissionais sem ter base no autoconhecimento.

Diversas pesquisas apontam que a insatisfação no trabalho pode causar sérios danos à saúde. Os problemas vão desde os emocionais, como depressão, insônia e estresse – que pode levar à síndrome de burnout, até os danos físicos, como problemas cardíacos.

De acordo com Jorge Matos, presidente da ETALENT (www.etalent.com.br), empresa especializada em gestão da produtividade, mudança pessoal e educação do comportamento, cerca de 80% dos brasileiros acabam optando pelo caminho tóxico, e esse é um dos grandes motivos para a posterior insatisfação no trabalho.

“O caminho tóxico, em nossa visão, é quando os comportamentos das pessoas são negligenciados. À medida em que uma pessoa não se conhece, ele acaba fazendo escolhas que a hostilizam, fazem mal, a inibem e a enfraquecem. Consequentemente, ele tende à evasão e à falta de compromisso”, declara o presidente.

Para fortalecer sua crença no poder das escolhas bem feitas baseadas no autoconhecimento, neste mês de abril, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, Jorge inaugurou na ETALENT o espaço Bem Estar, em que descreve os oito ingredientes para uma vida melhor a partir do autoconhecimento.

Jorge Matos, presidente da ETALENT


Entenda o caminho tóxico

Muitas vezes, a evasão do trabalho, ou até mesmo das universidades, se dá pela falta de aderência do comportamento da pessoa àquilo que ela se dispôs a fazer. Jorge Matos recomenda que, antes de escolher uma profissão, as pessoas busquem respostas para as seguintes perguntas: Qual é o meu sonho? Pra onde eu vou? Qual legado preciso deixar?

“As pessoas escolhem uma formação ao acaso, obtêm conhecimentos sem ter o comportamento adequado à ela, conseguem um cargo a esmo, daí procuram adequar o comportamento aos conhecimentos e, consequentemente, exercem a função com sacrifício. Com isso, elas produzem uma série de toxinas no organismo”, ressalta o presidente da ETALENT.

Ele aponta que o problema não está no objeto, mas sim na natureza. Vamos a um exemplo: uma pessoa formada em engenharia deverá idealmente trabalhar no objeto da engenharia. Mas ela deve saber qual é a sua natureza comportamental. Se ela é uma pessoa mais voltada a ser direta, agressiva, desbravadora, deverá trabalhar no objeto engenharia, mas em atividades comerciais, de vendas, direção, empreendedorismo. Assim, ela estará maximizando seu conhecimento sobre o objeto, mas atuando em uma atividade comportamental que a agrada e que poderá alavancá-la na carreira.

Entenda o caminho da Ecologia Humana

A ideia do conceito de Ecologia Humana, definido pela ETALENT, vai além de verificar se uma pessoa é boa em matemática, artes, ou comunicação. Deve-se saber qual é a natureza dela, onde e como ela se sente mais confortável e terá mais prazer.

“Essa é a essência da vida. Se ela sabe seu tipo de inteligência e seu campo de interesse, a escolha da formação acadêmica passa a ser um processo natural. A natureza é o comportamento que define. A partir disso, ela tenta fazer coisas que a acolhem, fazem bem, a estimulam e fortalecem. Como consequência, ela tende à maior adesão, interesse, entusiasmo e compromisso no trabalho”, explica Jorge Matos.

Estímulo ao Autoconhecimento

No caminho da Ecologia Humana, o comportamento é priorizado e o autoconhecimento é estimulado. Para auxiliar nessa busca pela direção ideal, a ETALENT desenvolveu o MyEtalent (www.myetalent.com.br), uma plataforma online que identifica o comportamento do usuário, mostra os pontos fortes dele, pontos a desenvolver, como ele gerencia e gostaria de ser gerenciado, como se organiza, toma decisão, e muitas outras características.

“Ajudamos as pessoas a identificar seus campos de interesse, seus sonhos. O sonho é, talvez, o grande combustível do indivíduo”, declara o presidente da ETALENT.

Além disso, o MyEtalent correlaciona o perfil da pessoa com centenas de cargos, para que ela saiba quais são os mais aderentes ao seu comportamento, e auxilia na criação de um plano de desenvolvimento comportamental, para que ela se adeque ao cargo que deseja ocupar.

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