O sonho de todo gestor é ter alguém na equipe que assuma riscos e solucione problemas. Independente do porte da empresa, profissionais que têm vontade de entregar, de ver resultados concretos e de crescer junto com o negócio fazem a diferença por onde passam, criando um ciclo virtuoso onde produtividade e inovação se retroalimentam e todo mundo sai ganhando: os clientes, os parceiros, os bolsos. É maravilhoso.

Entretanto, mesmo reconhecendo que as organizações desejam e precisam de profissionais que pensem como donos do negócio, muitas vezes esses talentos passam desapercebidos e não são devidamente empoderados. E é disso que o intraempreendedorismo trata: de criar processos e oferecer recursos que fomentem a inovação e aumentem a produtividade.

Para empoderar colaboradores com atitude empreendedora, as organizações terão que ser flexíveis, curiosas e ágeis.

Feedback, feedback e feedback

Confiança, treinamento e comunicação são pilares essenciais para acolher o intraemprendedorismo. No começo, pode parecer um pouco complicado, mas quanto mais rápido, mais transparente e mais objetivo for o feedback, mais ágil será o ajuste de todos para corrigir eventuais problemas e encontrar soluções eficientes. Atitude respeitosa e construtiva são fatores críticos de sucesso e o aprendizado gerado nesse processo beneficiará a todos os envolvidos.

Líderes centralizadores não têm vez

Líderes centralizadores terão que se esforçar um pouco mais. Se a equipe for convidada somente para resolver pequenas tarefas, vai ser difícil construir o pensamento de dono do negócio. Para se sentirem envolvidas e pensar grande, as pessoas têm que entender do contexto geral da organização. Então é importante compartilhar informações sobre projetos relevantes da empresa com mais frequência, estimular a conversa e dar espaço para que novas ideias sejam apresentadas e discutidas. Delegar é uma arte.

É hora de parar com o microgerenciamento

Fomentar o intraempreendedorismo é entender que as pessoas solucionam problemas de maneiras diferentes. Por isso é preciso deixar que as pessoas façam o trabalho delas – do jeito delas. Isso não significa desamparar as equipes, significa focar em uma comunicação eficiente com objetivos e expectativas claros.

Agora, se a equipe tiver dificuldades para entender que essa é uma excelente oportunidade para crescimento, que tal tornar-se estrategicamente menos disponível? As pessoas com atitude empreendedora não ficarão satisfeitas em olhar somente para dentro da organização, elas são orientadas para o mercado e sua criatividade as motiva para criar soluções para dentro e fora da organização. Na hora de bater o martelo, líder e equipe terão melhores chances de acertar.

Conscientização sobre responsabilidades

O intraemprendedorismo também é sobre a importância de ser responsável. As ações e as entregas deverão ser maiores do que as desculpas. A conscientização sobre a responsabilidade é relevante não no sentido de prestar contas, mas sim para criar um senso de apropriação. Assumir riscos também é ser responsável por eles. Um programa de gestão de desempenho bem implementado é uma ferramenta excelente para acompanhar progressos e estimular o desenvolvimento.

Talentos precisam de reconhecimento

Comprometimento acima da média merece reconhecimento acima da média. Quem entrega, inova e se apropria do negócio merece ser reconhecido. Promoção, remuneração variável ou incentivos são fundamentais para que o colaborador empreendedor compreenda que ele tem chances de ter sucesso e crescer dentro da empresa.

As empresas do futuro são aquelas que darão espaço para o intraempreendedorismo e, mesmo que o intraempreendedorismo seja reconhecido como um processo, que tal pensá-lo como uma competência? Sim, o intraempreendedorismo é competência essencial para se construir equipes de alta performance.

Reconhecer a necessidade de mapear esta competência exigirá que o líder não sufoque a veia criativa de seus times, mas sim ofereça independência e autonomia. Certamente a integração entre os colaboradores acontecerá de forma mais fluída e natural, as pessoas se unirão por propósitos similares e lá estará o ciclo virtuoso trabalhando novamente a favor de todos.

Jose Agnaldo

Por José Agnaldo
Profissional com mais de 25 anos de experiência e vivência em empresas multinacionais, nacionais e familiares. Atualmente é Gerente Projetos Estratégicos DHO da ETALENT Paraná. 

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