Faz parte da própria evolução do homem o crescente processo de especialização e profissionalização das atividades executadas por ele. Assim, a lógica evolucionista de Darwin se aplica ao mundo das carreiras e negócios, sendo a ponte entre um passado recente de processos amadores e a nossa realidade – que exige estudos, planejamentos, metodologia e soluções tão bem definidas quanto sofisticadas. Com a gestão de pessoas não é diferente.

Esta nova percepção mostra que, na prática, o que faz a diferença é o modo como as pessoas são gerenciadas. São elas que vão produzir e manejar as tecnologias que permitem o aperfeiçoamento das atividades. São elas que impactam e são impactadas pelas suas próprias decisões e desejos, o que gera um ciclo permanente de criação e superação dos desafios. No passado, ter o conhecimento era a chave para tudo. Mas a crescente competitividade e pressão o transformaram num pré-requisito insuficiente para dar conta das novas necessidades.

A gestão comportamental tem como pressuposto a busca pelo entendimento da natureza do talento das pessoas, dos cargos e da compatibilidade entre o indivíduo e a função que exerce ou pretende exercer. A capacidade de superação de desafios tão emblemáticos está diretamente ligada ao prazer que a atividade gera no profissional. Somos capazes de nos submeter a dezenas de horas de trabalho desde que isso nos faça sentir realizados.

Com tantas possibilidades de escolha, cada vez mais pessoas passam a se indagar. Elas não nasceram para serem moldadas a um cargo. Muito pelo contrário: existe ou existirá um cargo moldado para ela. Entre tantas descobertas já feitas pelo homem, a mais importante delas vai caracterizar o século 21 como o momento que o ser humano finalmente descobriu a si próprio.

Por Jorge Matos, Presidente da ETALENT

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