Em fevereiro de 2018, levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o Brasil continua na lanterna da produtividade do trabalho.

“Segundo o estudo, um empregado brasileiro gera, em média, US$ 16,80 (ou R$ 54,09) por hora trabalhada, o que o coloca na 50ª posição em uma lista que inclui 68 países. Na Alemanha, por exemplo, país modelo em produtividade e o quinto no ranking, os empregados são quase quatro vezes mais produtivos do que os brasileiros (produzem US$ 64,40 por hora), e trabalham, em média, 340 horas menos por ano que o trabalhador no Brasil.”

A construção de um país de abundância é um dos fatores para o nosso sucesso. É praticamente consenso que o país patina, e não em função apenas da corrupção endêmica de que tem sido vítima. Sem dúvida, essa nódoa em nossa cultura em nada ajuda o impulso que almejamos para nos tornarmos “O país do presente”.

Trata-se, efetivamente, de um problema de gestão pública, e estamos a meses para escolher o Presidente, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais para liderarem as transformações de que o Brasil necessita.

Um país, claro, possui um nível de complexidade maior do que o de uma empresa, mesmo as de maior porte em todo o mundo. Em especial o Brasil com toda sua complexidade, por ser um país quase continental.

Mas, e se tivéssemos o atrevimento de pensar o Brasil como uma complexa organização e exigir das lideranças a serem escolhidas, em especial do presidente da república – um alto grau de competência?

O que os políticos precisam conhecer

Baseado em nossa experiência de mais de 30 anos, seja na administração pública ou privada, podemos afirmar que os políticos deveriam ter conhecimentos profundos de economia, política, sociologia, legislação, relações internacionais, tecnologia, matemática e todo um currículo que um decisor precisa para tomar as melhores decisões. Ah, e não pode faltar o profundo conhecimento da Constituição.

Não estou falando aqui em ser um Doutor em todas as ciências – Super-homens ou Supermulheres pertencem ao terreno da ficção -. Mas o estilo comportamental ideal para ser, por exemplo, Presidente, qual seria?

Nesse momento de nossa história, como em outros, nos quais ousamos pensar que perdemos inúmeras oportunidades de melhorar nossas escolhas, seremos nós os selecionadores dos que irão nos liderar. Assim, me parece que temos que nos preparar.

A consequência das nossas escolhas

Foi pensando nisso que começamos a refletir sobre a necessidade de abrir uma discussão ousada. Não para induzir posições ideológicas, defender posições corporativistas ou sinalizar tendências partidárias específicas, mas para ajudar o eleitorado, independentemente do segmento, a incorporar um sentido de objetividade e reflexão mais criteriosa no processo de análise das candidaturas à posição de principal executivo do nosso país – e de várias outras posições que interferem em nosso presente e em nosso futuro.

Numa analogia curiosa, se perguntarmos por exemplo a um proprietário de um automóvel – se entregaria o seu carro para um indivíduo que nunca tivesse dirigido, sem habilitação e fosse além de tudo isso extremamente temperamental, a resposta seria “não”.

Por que deveríamos, então, entregar a Presidência, os Governos Estaduais, o Senado e as Câmaras Federal e Estaduais nas mãos de pessoas sem experiência, conhecimento, comportamentos e habilidades no trato da coisa pública?

Na escolha dos políticos, muitas vezes as opções recaem sobre os mais simpáticos, mais comunicativos e que possuem um poder de articulação acima da média, com o melhor uso da mídia da TV. As consequências disso são as que estamos presenciando no Brasil dos nossos dias.

O poder do nosso voto

Quer a gente goste ou não da política e dos políticos, o fato é que, no modelo democrático, são eles – ou melhor, deveriam ser eles, que, com o seu e o meu voto, terão as condições necessárias para fazer o Brasil avançar.

O voto então é a nossa grande arma para transformarmos o Brasil que tanto desejamos. E para isso temos que estar preparados. Além de valor e caráter, é necessário que cada um defina outros requisitos e, assim, fazermos a melhor escolha. Defina quais indicadores em termos de conhecimentos, comportamentos e habilidades. É isso que fará a diferença!

Essa é nossa proposta, e a primeira parte dessa discussão, que levantamos nesta oportunidade. Vale a pena pensar no assunto? Afinal, em última análise, os responsáveis somos nós.

Aproveite a oportunidade e conheça a campanha O Político que Eu Quero, lançada em parceria com a Assespro, com o intuito de despertar o eleitor para refletir sobre os conhecimentos, as habilidades e os comportamentos que os políticos devem possuir.

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