A propósito da realização da Feira do Empreendedor 2014, organizada pelo Sebrae-RJ e na qual a ETALENT teve participação de 27 a 30 de novembro, no Riocentro, temos tido conversas bem interessantes com alguns candidatos a empresários. Muitos desses profissionais optam por adquirir uma franquia de marcas inéditas ou consagradas, seja saindo de uma vida corporativa como executivo, seja como iniciante na vida dos negócios próprios, num estágio inicial de sua carreira.

Lembrei-me então da edição 993 da revista Exame, de 1/6/2011, que traz uma interessante matéria com o título: O crescimento passa pelas pessoas. Nela, é abordada a capacitação dos fraqueados através do treinamento e desenvolvimento como fator crítico para a gestão. Em pesquisa realizada pelo Grupo Bittencourt, constatou-se que mais de 90% dos franqueadores do Brasil aplicam programas de capacitação, diz a matéria. 45,06% dos programas são dirigidos aos franqueados e funcionários; 38,27% para franqueados e gerentes. Os programas concentram-se nas áreas de atendimento ao cliente, vendas, gestão administrativa e financeira e aspectos técnicos do negócio.

Sem dúvida, esses conhecimentos e habilidades precisam estar em linha com os desafios que o mercado apresenta a uma rede franqueada. Falta um componente nessa equação: o comportamento.

Adquirir uma franquia quase sempre exige um investimento considerável e inúmeros casos de insucesso poderiam ser evitados se o Talento Empreendedor pudesse ser alavancado como um comportamento natural do franqueado, seja o proprietário, seja o gerente ou o funcionário que está na linha de frente. Há casos em que o pequeno empresário, ou ex-executivo, investe praticamente todas as suas reservas numa franquia, que lhe parece promissora, para, no período de um ano, ficar sem negócio, sem dinheiro e, às vezes, com comprometimento das relações familiares. Por que isso acontece? Por que é mais fácil adquirir conhecimentos sobre planos de negócios, produtos, formas de controle administrativo etc do que mudar ou aperfeiçoar o estilo comportamental, de forma focada, para conseguir praticar de verdade o que os manuais ensinam.

Imagine a seguinte cena: a loja é inaugurada com pompa e circunstância, a esperança é grande no sucesso, mas as pessoas que o levarão à frente não são orientadas a objetivos, ou possuem temor a mudanças, ou focam no que é processo e não em resultados, ou pessoas reservadas são colocadas para atender o público durante oito horas por dia, quando poderiam estar sendo eficientes em controles e planejamento; ao contrário, pessoas que anseiam por contatos sociais e são boas em persuasão estão alocadas em áreas que não lhes permitem potencializar seu talento… e o da organização. Resultado: crônica de um insucesso anunciado.

Pesquisa realizada pela consultoria ETALENT em gestão estratégica de pessoas e gestão de talentos, com mais de 1 milhão e 100 mil pessoas no Brasil, registra que pouco mais de 1% possui um talento naturalmente empreendedor. Explica-se por que a mortalidade de empresas é grande e vive-se sob a impressão infundada de que no Brasil as pessoas são geralmente empreendedoras.

É, então, possível fazer uma gestão adequada do comportamento? É claro que é. E não apenas é possível, mas imprescindível que se conheçam os perfis comportamentais dos profissionais, coloquem-se as pessoas certas onde elas trarão mais retorno, em termos financeiros para a empresa e em termos de competência para o profissional, e se desenvolvam os comportamentos que não estiverem presentes para o sucesso do negócio.

Capacitação continuará sendo essencial para o sucesso das franquias. Gestão do comportamento será a protagonista no papel de transformar franqueados em franqueados de sucesso. Porque não bastam conhecimentos ou habilidades, mas comportamento é fundamental, pois é mais fácil fazer um plano de negócios primoroso, sob o ponto de vista cognitivo, do que implementá-lo com sucesso.

Na provocativa palestra de Jorge Matos, Presidente da ETALENT, na Feira do Empreendedor, o título foi: Empreendedor, e daí?. Daí que precisamos prestar atenção ao autoconhecimento e autodesenvolvimento.

Conhecer as soluções comportamentais é multiplicar as probabilidades de sucesso do negócio de franquia. Por exemplo: os talentos básicos baseados na metodologia DISC, o processo de Arquitetura de Cargos, o perfil Estrutural e Adaptado dos indivíduos, a correlação dos perfis da pessoa e do cargo, o perfil de um time, as demandas da liderança e o conceito do equilíbrio no Cubo de Competências.

Para saber mais, navegue pelo nosso site e visite o site da Plataforma MyEtalent.

Por Sidney Frattini, Consultor Master da ETALENT

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