Com os dados de 1,3 milhão de pessoas, a modelagem do Cubo de Competências, o conceito de ecologia humana, o mapa de talentos e a teoria de sistemas, é possível afirmar que um significativo número de empresas tem tentado encaixar as pessoas nos seus modelos de competência padrão e os resultados insistem em não acontecer.

Primeiro porque ao definir as competências padrão, há uma grande salada que envolve, entre outras variáveis, fatores como comportamentos, valores, conhecimentos, habilidades e culturas. Ao juntar tudo isso como se fosse uma coisa só os resultados não fecham.

Segundo porque as competências são pensadas de forma UNO, quando elas na prática são múltiplas e diversas. Essa deficiência ou falta de percepção acerca da teoria de sistemas, quando aplicada às pessoas, terminam por fazer simultaneamente diferentes exigências.

Algo como pedir a alguém que vá simultâneamente para o norte e para o sul. São oferecidos múltiplos sinais às pessoas, que em vez de direcioná-las e focá-las em algo, terminam por embaralhar suas visões e ações, não gerando os resultados desejados pelas empresas.

Terceiro porque o conceito de mão de obra está de fato morrendo. As pessoas começam a perceber que não é sua mão que as empresas querem. Muito pelo contrário, algumas têm tentado influenciar inclusive suas almas. Logo, essa doação plena tem que ser precedida pelo prazer de trabalhar.

Dentro dessas circunstâncias, mais e mais pessoas têm buscado entender quais os seus talentos e onde elas podem melhor contribuir. O depoimento de um cliente resume esse novo trabalhador:

“Se tenho que dar a minha vida neste trabalho, que seja para realizar algo que possa me nutrir, que fará eu me sentir melhor, realizado e, principalmente, que me faça feliz”.

Quarto e último porque os modelos de competências têm sido feito às pressas, para mostrar que tem, e não para traduzir realmente todos os interesses e necessidades da organização e muito menos para se diferenciar das demais empresas do mercado.

Dessa forma, as competências do jeito que estão sendo feitas por aí têm sido mais um desorientador de talentos do que um alavancador de paixões, sentimentos e aumento dos níveis de produtividade e resultados organizacionais.

* Artigo extraído da Pesquisa Talento Brasileiro. Clique aqui e faça download do primeiro capítulo desta pesquisa.

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