O que é Zona de Conforto?

A psicologia conceitua a Zona de Conforto como uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco.
Nessa condição a pessoa realiza um determinado número de comportamentos que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Segundo essa teoria, porém, um indivíduo necessita saber operar fora de sua Zona de Conforto para realizar avanços em seu desempenho – por exemplo, no trabalho – eventualmente chegando a uma segunda zona de conforto.

“Hoje em dia a Zona de Conforto acaba sempre soando como um termo pejorativo, negativo e, de repente, ela pode ser uma grande aliada de quem está gerindo ou vai gerir uma equipe de RH”, afirma Júlio Castro.

O que mantém um sujeito na Zona de Conforto?

Além do medo, da dor, do arriscar ou somente medo do simples fato de assumir um “novo desafio”, situações que façam o indivíduo se sentir desconfortável ou rejeitar algum tipo de oportunidade de mudança.
Obviamente existem casos aliados à falta de esforço e algumas preferências naturais de cada um que acabam estacionando a pessoa nesse “confortável espaço”.

E como a Zona de Conforto pode ser aliada na Gestão de RH?

Em palestra online realizada para a Catho Empresa, o consultor de relacionamento da ETALENT, Júlio Castro, citou um passo a passo explicando como a Gestão de RH pode auxiliar e melhorar casos ou situações em que a Zona de Conforto pode ser ameaçadora e/ou ruim:

• Primeiro passo: DEFINIR COM DETALHES “REALISTAS” OS COMPORTAMENTOS EXIGIDOS PARA CADA POSIÇÃO EM SUA CORPORAÇÃO
• Segundo passo: MAPEAR PROFUNDAMENTE O PERFIL COMPORTAMENTAL DO SUJEITO
• Terceiro passo: ALINHAR ESTES DOIS FATORES
• Quarto passo: POTENCIALIZAR AS CARACTERÍSTICAS ALINHADAS ÀS PREFERÊNCIAS NATURAIS
• Resultado: AS TÃO ALMEJADAS ATITUDES DE ALTA PERFORMANCE

Possibilidades de manejo da Zona de Conforto

A especialização é uma grande aliada diante dessa movimentação, já que possibilita que o colaborador se torne um especialista: quanto mais estável e controlado for o ambiente, melhor será o prazer no aprofundamento e qualificação técnica deste sujeito.

A rotina estruturada é um bom ambiente para o indivíduo com o perfil mais estável. Existem áreas na empresa em que a rotina é muito bem-vinda. E, por fim, conhecer melhor a relação do colaborador com o trabalho. Visto que, em alguns casos, identificamos que o trabalho para uma pessoa não está em primeiro plano em determinado momento da vida, e que suas energias estão sendo direcionadas para outras coisas.

Como o RH pode atender seus clientes internos?

Durante a palestra, Júlio explicou também os aspectos mais importantes para um profissional de RH atender seus clientes internos:

• Conhecer a fundo o seu colaborador e proporcionar o autoconhecimento;
• Conhecer profundamente o comportamento esperado para cada função;
• Fazer uma boa correlação entre estas duas coisas;
• Respeitar a trilha de carreira de cada profissional;
• Promover o autodesenvolvimento;
• Respeitar o tempo do colaborador na chegada ao novo desafio e acompanha-lo até que ele se sinta confortável no novo lugar;
• Entender que existem perfis naturalmente predispostos à mudança e outros que preferem um ambiente mais estável – SABER DIFERENCIÁ-LOS É FUNDAMENTAL.

“Trabalhar o autoconhecimento e o autodesenvolvimento são caminhos essenciais para a melhoria da Zona de Conforto, quando a mesma se torna algo tão negativo dentro da corporação”, conclui Castro.

Confira, na íntegra, a palestra on-line com o Consultor da ETALENT, Júlio Castro, e aprenda um pouco mais sobre a Zona de Conforto na Gestão de RH:

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