O desemprego tem afetado a vida de milhares de brasileiros em busca de uma chance de recolocação profissional. Afinal de contas, sabe-se que nem sempre o mercado de trabalho apresenta as condições sonhadas. Mas calma: dá para lidar com esse problema e não ficar para trás.

Diante desse cenário, a consultora associada da ETALENT e sócia-diretora da Eleve Consulting, Shana Wajntraub, preparou 13 dicas para quem precisa aperfeiçoar o currículo e melhorar o desempenho nas entrevistas de emprego. Continue conosco!

1. Diga a verdade

Procure dizer sempre a verdade, tanto no currículo quanto na entrevista presencial, trazendo justificativas bem fundamentadas. Caso possível, apresente dados que mostrem como a situação financeira do empregador anterior levou aos cortes.

Se a sua demissão foi motivada por questões pessoais, a sinceridade também é fundamental. Explique os conflitos por trás do desligamento de forma clara e ética.

2. Não fale mal da empresa e de ex-colegas

Evite se comparar com outras pessoas. Cada um tem trajetórias e oportunidades próprias, e o mesmo vale para você. Entretanto, para isso acontecer, foque diariamente apenas na sua carreira e deixe a vida alheia de lado.

3. Atualize-se

Estar fora do mercado de trabalho não é desculpa para desatualização. Antes da entrevista, pesquise sobre tendências do setor e da empresa. Busque notícias para se informar quanto ao mercado de trabalho por meio de revistas, jornais, televisão, artigos online, sites do setor, redes sociais etc.

Além disso, permaneça por dentro dos assuntos cotidianos que geralmente são abordados em dinâmicas. Trata-se de algo capaz de fazer você se sobressair com relação aos demais concorrentes.

Esteja constantemente aperfeiçoando seu conhecimento. Faça cursos e treinamentos presenciais ou online, leia e-books e marque presença em congressos, que por sinal são ótimos para aprender.

Aproveite para frequentar reuniões e feiras de negócios, impulsionando a carreira. Elas figuram como excelentes alternativas para conhecer novidades do ramo, resultados de pesquisas, cases de sucesso etc. Antes de ir a um destes eventos, confira a agenda e selecione quais são os mais interessantes para você.

4. Destaque suas atividades

Na entrevista, vale a pena enfatizar as atividades realizadas no período de desemprego, como cursos, palestras e workshops. Mostre que você não se acomodou nem ficou parado, evidenciando o fato de ser uma pessoa ativa profissional e pessoalmente.

Ao se autoapresentar a pedido do recrutador, lembre-se de que as seguintes práticas consistem em belos diferenciais:

  • praticar esportes;
  • fazer teatro, dança, música ou outras atividades artísticas;
  • participar de grupos de ações voluntárias.

5. Evite a postura de vítima

Transmita um tom firme e assertivo, evitando de qualquer maneira a chamada postura de vítima durante a entrevista. A pior atitude possível é agir como se você tivesse se acostumado à situação.

6. Procure diariamente a recolocação profissional

Procurar emprego é quase um trabalho full-time. Portanto, pesquise a respeito de uma diversidade de recursos, como internet e telefonemas para amigos e conhecidos, por exemplo.

7. Adapte currículo e carta de apresentação

Analise a empresa para onde mandará currículo. Afinal de contas, você não está precisando dela, visto que a organização solicitou uma pessoa para preencher determinada lacuna. Demonstre de que modo fará isso, então:

  • pesquise o que a companhia faz e porque a vaga é importante para o setor;
  • fale de suas experiências e da motivação para ajudar a marca a atingir os objetivos;
  • desenvolva uma introdução personalizada no currículo, trazendo pontos positivos no processo seletivo.

8. Invista em si

A autovalorização consiste em um dos melhores investimentos. Manter-se a par da sua área profissional é muito importante, mas também cuide de si física, emocional e espiritualmente.

Quem não se conhece não identifica pontos fortes e fracos. Pelo autoconhecimento é possível avaliar se você está pronto para encarar um desafio ou se deve buscar caminhos para melhorar.

Sabe aquela pessoa ansiosa e dinâmica? Pois ela não apresenta o perfil necessária para, por exemplo, trabalhar em um local de muita rotina, sem novidades. Veja dicas de como se conhecer um pouco mais:

  • faça o exercício ”quem sou seu”, que ajuda a entender quem você é e pretende ser. Pegue uma folha e escreva de um lado quem é, do outro quem deseja ser e como buscará atingir tal meta;
  • entre em contato com pessoas de confiança para obter um feedback sobre como elas o veem e o percebem. Em seguida, compare com sua própria avaliação;
  • construa um diário de emoções, pois elas dizem muito a seu respeito. Escutá-las ajuda a descobrir detalhes sentimentais até em relação a outras pessoas e situações.

9. Saiba poupar

As fases de desemprego exigem um aprendizado completo a respeito da educação financeira. Controlar e avaliar cada gasto auxilia no processo de formação de uma vida organizada e rentável sob esse ponto de vista.

10. Busque cursos grátis e estude muito

O que não falta na internet hoje em dia são cursos gratuitos, com certificados e materiais para estudar. Confira alguns links, desde cursos específicos àqueles de desenvolvimento pessoal:

11. Desenvolva novas habilidades

Aproveite o tempo livre para desenvolver novas habilidades capazes de agregar valor ao seu currículo.

Nesse sentido, é interessante aperfeiçoar os idiomas ou aprofundar-se nos conhecimentos exigidos no cargo almejado. As possibilidades são infinitas e você só tem a ganhar.

12. Tenha paciência para aguardar o feedback

Cuide do seu equilíbrio emocional antes, durante e depois da entrevista. Quanto mais tranquilo você parecer – e, de fato, estiver, maior a chance de receber uma boa notícia. Caso o recrutador tenha dito que dará um feedback em 10 dias, marque um lembrete no celular para entrar em contato com ele ou com a empresa dentro de 15 dias.

Dê tempo para que possam analisar os resultados das seleções de pessoas. Só então poderá perguntar sobre a vaga e a resposta da entrevista, isso se não entrarem em contato antes.

Não aposte todas as fichas em uma vaga e nem faça planos com ela: enquanto espera, continue buscando a recolocação profissional. Evite sonhar e pense que, se a resposta for positiva tudo ótimo mas, caso contrário, você não passa por grandes decepções e segue focado na procura.

13. Procure ajuda

Caso se sinta perdido ou desanimado, procure a ajuda de um coach ou uma orientação profissional. O amparo de quem atua na área pode clarear pensamentos e resultar em uma série de acontecimentos positivos.

“Mesmo desempregado há muitos meses, é possível contar a sua história de uma maneira positiva e que atraia o recrutador”, aconselha Shana Wajntraub.

Para que você não se perca entre a ansiedade da recolocação profissional, a espera de uma vaga e seu preparo para as entrevistas, essas 13 dicas são vitais para ajudar a manter o foco e assegurar tranquilidade durante o período de incertezas. Siga-as!

E aí, gostou do material e quer conferir novas orientações relevantes a respeito do assunto? Aproveite que está por aqui e entre em contato conosco.

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