Se fôssemos às empresas perguntando aos funcionários: “Você é feliz no seu trabalho?”, quantos diriam que sim com total convicção? O fato é que a grande maioria das pessoas não consegue identificar seu maior talento e muito menos têm bem definido aonde quer chegar. O resultado? Pessoas infelizes, frustradas e muitas vezes demitidas por comportamentos inadequados nas empresas.

Antigamente os indivíduos com baixa produtividade e com o emocional abalado eram vistos como profissionais ruins, por misturarem sua vida pessoal com a profissional. Sem dúvidas, as emoções transcendem e nos oferecem informações importantes sobre nós mesmos. Se prestarmos atenção à informação e ao que as emoções nos proporcionam, poderíamos mudar nossa conduta, rendimento e pensamento com o objetivo de modificar as situações ao nosso redor.

Parece estranho? Se observarmos nossas emoções, muitas vezes perceberemos, quem sabe a tempo, que estamos caminhando no rumo errado. Quando o trabalho e o lazer se mesclam, nosso rendimento é potencializado. Parece utopia, que seja utopia então no sentido mais amplo de sua etimologia, que significa ainda não, mas a verdade é que quando encontramos a posição mais favorável ao nosso talento, este é potencializado e o trabalho flui com uma naturalidade que ao invés de consumir, nos fornece energia. Fato é que não basta saber meus pontos fortes, é preciso entender onde estão minhas fraquezas.

Olhar o mundo como um lugar onde o que é diferente de mim me complementa. Será que este é um pensamento da maioria dos profissionais? Se o fosse não existiram tantos gestores administrando conflitos em suas equipes, não é mesmo? Então a inteligência emocional não só relacionada às emoções, mas também ao cognitivo. Expressões humanas como personalidade, caráter, temperamento, condutas, decisões e ideias para serem entendidas devem ser exploradas desde a área emocional ou sistema límbico até as áreas cerebrais, determinantes em resposta aos estímulos cotidianos ou estímulos automáticos psíquicos (ideias, lembranças, emoções). Inteligência emocional é uma perspectiva que está desafiando cientistas, educadores e indivíduos a conhecer e utilizar os sistemas inteligentes particulares do cérebro emocional. Por isso, deixo aqui a minha dica para todo profissional que deseja um crescimento na carreira. Busque o autoconhecimento!

Possuímos uma bagagem de conhecimentos e experiências, crenças e valores que nos remetem a nossa personalidade. Trazer nossas ações e intenções para o consciente ajuda no nosso desenvolvimento e traz mais percepção do ambiente no qual estamos inseridos. A consequência? Performances mais maduras e conscientes que podemos traduzir como Inteligência emocional e social. Além disso, ao se deparar com seu talento, seus “gaps” e suas buscas, o profissional passa a ter atitudes mais congruentes com seu avanço profissional. Afinal sabemos que não há um gênio neste mundo que não tenha se preparado com afinco para chegar a este status. Saber o que se quer no mínimo te direciona para a busca certa, sem desperdício de energia e em muitos casos da saúde física e mental!

Fernanda Dutra

Por Fernanda Dutra
Formada em Administração de Empresas pela Universidade Paulista e pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas e em Marketing pela Universidade Mackenzie. Especializada em Consultoria Interna pela Adigo Consultores, Master Practitioner em Programação Neurolinguística pela SBPNL, Gestão Estratégica em Neurobusiness pela Tai Consultoria e Coaching Internacional pela Academia Brasileira de Coaching. Formada em Artes Plásticas na Escola Panamericana de Arte e, por sete anos, frequentou aulas práticas de pintura e desenho no MuBE e especializou-se em teatro na Academia do Palestrante. Atua como Consultora “DISC” nível avançado pela ETALENT. Atualmente é Sócia/Diretora da Tríax Treinamento e Desenvolvimento Humano, atua em diversas empresas do mercado segurador e em escolas como SENAC e Sincor.

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