Estamos vivendo momentos de guerra. Guerra interna, onde nossos valores são questionados e muitos deles derrubados, e guerra externa, onde a luta pela sobrevivência predomina a cada dia.

A boa notícia é que, por incrível que pareça, o grande objetivo da guerra é a busca da paz e do equilíbrio através do confronto. A má noticia é que nem sempre ganha quem tem razão ou quem é melhor para a situação.

Vale lembrar que a melhor arma para se vencer uma guerra não é a força bruta e sim, a estratégia. É exatamente neste ponto, onde percebemos que muitas empresas estão errando feio!

Se não bater a meta é demitido” é uma frase constante que chega a ser infantil. É quase como dizer que o vendedor deve colocar a arma na cabeça do cliente e dizer: “Compre!

É óbvio que isso não leva a lugar nenhum por duas simples razões: ninguém levado ao nível de exaustão produz qualquer resultado e estabelecer metas em meio ao caos, sem análise e aprofundamento da situação, e em cima de referenciais de tempos passados, é desespero.

Aquele que se utiliza de estratégias leva vantagem porque pode planejar suas ações enquanto o concorrente, no desespero, é obrigado a improvisar. Uma ação impulsiva, irrefletida, é passo certo para o fracasso.

Sun Tzu , expert na arte da estratégia, (Livro Harmonia no conflito – A arte da Estratégia de Sun Tzu – de Carlos Lima Silva) dizia que a guerra é o terreno da morte e da vida. O caminho que governa a sobrevivência e a ruína do estado. Isso serve para nossa vida pessoal e para nossas empresas. Construindo um paralelo entre a estratégia na guerra e a estratégia nas empresas, e até mesmo na nossa vida pessoal, fica mais fácil identificar o que fazer para vencer a nossa guerrinha particular.

Sun Tzu sinaliza 5 fatores cruciais a serem analisados e comparados com os do concorrente para prever se ganharemos ou não a guerra antes mesmo de começá-la. São eles:

1. Analise o caminho:

O completo acordo de propósitos entre líderes e liderados é que fará com que compartilhem corajosamente o bem-estar e o pesar durante a guerra. Sua empresa e seus funcionários estão querendo a mesma coisa? Sua família está junta no mesmo propósito?

2. Analise o céu:

Significa a sequência das estações. Considere a sazonalidade. Plantar uvas (final do inverno), na época de plantar abacaxi (clima quente), tem tudo para não dar certo. A época é propícia para o tipo de estratégia que você está pensando em utilizar?

3. Analise a terra:

As condições do mercado lhe dirão se o terreno é seguro, se oferece condições de sobrevivência. Qual sua área de atuação no momento? Qual o nicho de mercado que está focando?

4. Analise o general:

Quem vai liderar o projeto deve possuir as virtudes da sabedoria, sinceridade, benevolência, coragem e firmeza. É este tipo de líder que sua empresa está colocando à frente do projeto?

5. Analise a Lei:

Definir e exigir que todos saibam com clareza as normas e procedimentos que nortearão os rumos a serem tomados. As tarefas, a alocação de pessoas, os recursos, os suprimentos e o uso deles. Isso é disciplina. Quem tem mais disciplina: você ou o concorrente?

Portanto, é hora de reavaliar se sua empresa está seguindo estes passos ou mantendo hábitos que podem transformar a excelência do passado na decadência futura!

 

Vânia Portela

Por Vânia Portela
Sócia da Portela & Cavalcanti – Gestão Estratégica de Pessoas & Coaching. Psicóloga clínica e palestrante, com 33 anos de experiência em programas de mudança, desenvolvimento pessoal e comportamental. Possui especialização em Dinâmica de Grupos, Psicoterapia da Família, Análise Transacional, Pós-Graduação em Psicologia da Família, Neurolinguística e Bioenergética, entre outros.

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