Guia Completo Metodologia DISC

A neurociência comportamental é um estudo do sistema nervoso, que pretende desvendar o seu funcionamento, o seu desenvolvimento e as suas alterações. Ele é o principal responsável por coordenar as nossas atividades diárias (tanto voluntárias quanto involuntárias). Contudo, o que essa área tem de relação com o ambiente organizacional e o setor de recursos humanos?

Quando trazemos a neurociência comportamental para o ambiente empresarial, podemos notar que o comportamento e o emocional dos funcionários estão sempre em constante mudança. Por isso, entender como acontecem essas modificações de pensamento é importante para compreender a melhor maneira de agir. Assim, é possível criar estratégias de engajamento, interação e motivação entre a equipe.

Quer entender mais sobre a importância do autoconhecimento e neurociência comportamental? Continue lendo o nosso post e confira!

Como foi a evolução da neurociência?

Entender o cérebro humano é, sem dúvida, um dos maiores desafios da ciência. Ele sempre foi alvo de estudos, mas nunca foi tão bem compreendido, por conta de sua tamanha complexidade. Embora esses estudos tenham começado na antiguidade, a neurociência é recente, tendo o seu início em 1970.

Desde antes de Cristo, os gregos já estudavam o cérebro humano por meio de simples observações das ações do homem. As pesquisas mais avançadas sobre anatomia, realizadas em corpos de pessoas mortas, começaram em peso com a chegada do Renascentismo e do Iluminismo. Contudo, esses descobrimentos ainda eram perpetuados às sombras, pois esses estudos não eram bem-vistos pela igreja.

Um grande nome que contribuiu para a evolução da neurociência foi Charles Darwin, pois, como já dissemos, ela estuda as alterações do cérebro e a sua evolução conforme o tempo.

Porém, foi só depois da modernidade que a neurociência avançou de forma significativa. O surgimento dos computadores e tecnologias, como Raios-X e tomografias, melhorou, e muito, as pesquisas sobre o cérebro humano, consolidando a neurociência.

O que é a neurociência?

Como vimos brevemente na introdução deste post, a neurociência é uma área complexa que estuda o sistema nervoso, tentando desvendar o seu funcionamento, conhecer a estrutura, desenvolvimento e também as suas mudanças.

Ela tem como objetivo investigar o comportamento humano, entender como as questões físicas, que influenciam no indivíduo emocionalmente, funcionam e pesquisar sobre os seus mecanismos de aprendizagem.

Conhecer-se por meio dela é importante até mesmo para melhorar a sua forma de adquirir conhecimento e guardar informações. Podemos dividi-la em cinco campos de estudo:

  • neurofisiologia: estuda as tarefas das diferentes áreas do sistema nervoso;
  • neuroanatomia: estuda a estrutura do sistema nervoso;
  • neuropsicologia: estuda a interação entre os trabalhos dos nervos e também as funções psíquicas;
  • neurociência do comportamento: estuda o contato do organismo com fatores internos (emoções, gestos);
  • neurociência cognitiva: estuda a capacidade cognitiva, como a memória e cérebro.

Além disso, a neurociência é considerada uma ciência multidisciplinar, que reúne várias outras áreas, como física, psicologia, bioquímica, biomedicina, fisiologia, estatística, economia, entre muitas outras.

O que é a neurociência comportamental?

A neurociência comportamental é um dos cinco campos dessa área. Ela tem como objetivo estudar o que motiva as nossas ações, quais são as bases e as origens do comportamento e de todas as ações cotidianas.

Essa ciência também se preocupa em pesquisar como funciona a nossa memória e a autoconsciência, como formamos a nossa personalidade, como aprendemos e adquirimos conhecimento.

A neurociência comportamental tenta entender as nossas ações mais complexas, desde as voluntárias até as involuntárias, descobrindo como o nosso subconsciente influencia nas ações e emoções.

Para explicar os motivos de o nosso corpo reagir de tal maneira em certa situação, essa ciência se baseia nas terminações nervosas e na estrutura cerebral, por isso, a neurociência comportamental necessita do auxílio de outros campos de estudo, como anatomia e psicologia.

Qual é a relação do autoconhecimento com a neurociência?

Nós, seres humanos, conseguimos nos observar e analisar o mundo ao nosso redor: como nos comportamos diante de uma situação, as pessoas que imitamos, o desenvolvimento de uma linguagem, a comunicação e os relacionamentos.

Estamos inseridos em uma sociedade com regras e costumes e sentimos, com o passar dos anos, a necessidade do autoconhecimento para lidarmos com as difíceis situações da vida pessoal e também do ambiente de trabalho. Assim, decidimos quais são as regras e valores que seguiremos e quais são os que deixaremos para trás.

Quando trazemos isso para o ambiente de trabalho, um dos exemplos é quando um funcionário é demitido de uma empresa porque não conseguiu se adaptar com a cultura organizacional. Ele tem os seus próprios valores, crenças e costumes, contudo, aquela empresa tem uma visão e uma maneira de agir diferente.

Quando procuramos entender como o corpo biológico reage a essas situações, é possível relacionar o autoconhecimento com a neurociência comportamental: as emoções e sentimentos são provenientes do sistema nervoso. Isso porque as emoções são um mecanismo de memória que determina como devemos nos comportar diante de variadas situações.

Qual é a relação da neurociência com o aprendizado?

Estamos sempre em constante aprendizado – esse é um processo natural do ser humano. A neurociência procura entender a aprendizagem por meio de fatores comportamentais – diferente da psicologia – utilizando aparelhos de ressonância magnética, tomografia e demais instrumentos que permitem a observação do cérebro.

A neurociência ajuda a entender a aprendizagem por meio de cinco questões principais:

  • emoções: interferem no processo de retenção das informações;
  • motivação: necessária para aprender;
  • atenção: fundamental para o processo de aprendizagem;
  • memória: associação de um conhecimento já adquirido;
  • plasticidade cerebral: como o cérebro se modifica ao longo da vida.

Qual é a relação da neurociência com o mundo corporativo?

Como vimos anteriormente, a neurociência apresenta benefícios para o aprendizado. Quando trazemos isso para o mundo corporativo não é diferente: um funcionário só vai compreender as suas tarefas, cultura e rotina diária se o seu cérebro entender qual é o seu papel dentro da organização e aceitar isso.

A neurociência contribui para o desenvolvimento das pessoas dentro das empresas, porque:

  • estimula o processo de aprendizagem;
  • diminui os níveis de estresse;
  • desenvolve bons hábitos;
  • desenvolve o espírito de liderança;
  • verifica os pontos de melhoria dos setores;
  • faz com que os profissionais desenvolvam autocontrole e autoconhecimento;
  • auxilia no processo de recrutamento e seleção;
  • promove a interação e o engajamento;
  • fortalece o desenvolvimento de habilidades e competências.

Dessa maneira, a área de Recursos Humanos pode se beneficiar da neurociência comportamental para aperfeiçoar as estratégias da empresa, tanto na contratação quanto na gestão dos funcionários.

Sabendo como os funcionários pensam e reagem a determinadas situações, fica mais fácil lidar com os indivíduos dentro da empresa e também de criar ações de melhoria do clima contínuo, tais como: cursos, palestras, workshops, feiras e encontros de integração.

Do que se trata a neurociência cognitiva?

A neurociência cognitiva não se relaciona apenas ao sistema nervoso. Ela também está intimamente ligada às experiências sensoriais adquiridas ao longo da vida de um indivíduo, transformadas em conhecimento quando processadas pelo cérebro.

Esta subdivisão da neurociência tem como principal objetivo o estudo da capacidade mental de um ser humano, como:

  • linguagem;
  • pensamento;
  • memória;
  • inteligência;
  • percepção;
  • aprendizado.

Sendo assim, podemos definir que os estudos da neurociência cognitiva são orientados pelas sensações e percepção de um indivíduo, o que significa que uma pessoa adquire conhecimento por meio de experiências relacionadas a questões como músicas, aromas, sabores, imagens ou sensações corporais.

Como aplicar a neurociência em treinamentos corporativos?

A habilidade que o nosso organismo tem em se adaptar a uma determinada situação a partir de estímulos explica a eficácia dos treinamentos corporativos e porque essa é uma prática tão necessária dentro das empresas. O mundo corporativo já percebeu que pode se beneficiar de neurociência cognitiva no que diz respeito à postura dos seus colaboradores.

Uma vez que as experiências sensoriais influenciam no comportamento, e nossas atitudes podem mudar devido à maleabilidade do cérebro, é possível treinar as equipes para produzir mais por meio de uma gestão do tempo adequada.

Além disso, adotar ações que possam minimizar conflitos, redesenhar comportamentos e desenvolver a inteligência emocional só é possível graças à valiosa capacidade do cérebro humano se adaptar às situações.

A neurociência cognitiva e a gestão do tempo

Se a neurociência foi capaz de descobrir que nosso cérebro é maleável e pode se moldar de acordo com os estímulos recebidos durante toda uma vida, podemos afirmar que todo ser humano pode buscar atingir o máximo desempenho em atividades relacionadas às habilidades mentais e comportamentais.

O cérebro é totalmente adaptável e influenciável por questões relacionadas ao ambiente social, ecológico, estresse, atividade física e envelhecimento. Por isso, investir em educação, saúde e relações sociais pode contribuir para elevar o desempenho cerebral.

A gestão do tempo é a capacidade do indivíduo em planejar suas tarefas diárias, de modo a realizar mais atividades em menos tempo, sempre focado e atingindo os objetivos propostos de maneira eficaz.

E tudo isso pode ser alcançado por meio da neurociência cognitiva, uma vez que é possível adotar metodologias que forcem o cérebro a gerenciar melhor essas questões. Uma maneira eficaz de fazer isso é incentivando os colaboradores a adotar certos comportamentos estratégicos até que se tornem naturais, como:

  • concluir uma tarefa por vez;
  • só iniciar um trabalho quando o anterior estiver concluído;
  • anotar as atividades já concluídas;
  • seguir os prazos religiosamente.

Perceba que tudo é uma questão de adquirir bons hábitos. O colaborador deve ter uma boa percepção em relação as suas prioridades, realizando as atividades certas no momento mais adequado. E, seguindo os preceitos da neurociência, é tudo uma questão de vivenciar essas experiências, até que se tornem naturais.

O gerenciamento de tempo também requer que os próprios indivíduos se esforcem para definir prioridades e se organizar. Mais que o incentivo da organização, é preciso despertar o interesse dessas pessoas em ajustar o seu cotidiano e assim assumir uma postura de alto desempenho nas atividades profissionais.

Sendo assim, entendendo a neurociência comportamental e cognitiva, também podemos fazer uma análise mais exata de nós mesmos, que precisamos estar sempre em busca do autoconhecimento. O ser humano nunca será uma máquina com cálculos perfeitos. Mas a neurociência ajudará a controlar o que fazemos por impulso e também a analisar aspectos da nossa personalidade.

Você gostou do nosso conteúdo? Utiliza a neurociência como um conceito no seu ambiente organizacional? Conte-nos o que você achou deste post nos comentários. A sua opinião é muito importante para nós!

Compartilhe com seus amigos:


Deixe seu comentário: