Guia Completo Metodologia DISC

Hoje, ao ler um artigo que saiu na Harvard Business Review, parei para pensar um pouco sobre as necessidades atuais dos novos profissionais e das novas carreiras no mundo complexo e nos desafios que a área de RH tem para solucionar.

O artigo chama-se “Construindo uma carreira fascinante”, título super atrativo, mas o que você acha que ele quis dizer com “carreira fascinante”?

Quando se fala em carreira fascinante, a primeira coisa que vem na cabeça de alguns é subir na escada hierárquica. Outros vão pensar que é fazer algo de valor independente da escala hierárquica, mas que tenha significado pessoal.

O que difere esses dois pensamentos é que o primeiro tem uma valorização apenas na conquista final, no status e o segundo valoriza o caminho, o percurso.

O texto fala sobre as possibilidades de se construir uma carreira em áreas diversificadas utilizando-se dos conhecimentos, comportamentos, habilidades e valores pessoais, buscando o que nos faz feliz, nos faz sentirmos produtivos, colaborativos e satisfeitos aproveitando a construção, o caminho, a jornada.

Valoriza muito as habilidades/capacidades de Learn Agility:

No mundo de hoje, as carreiras parecem mais uma rede do que uma escada, e a progressão não é mais uma linha reta. As pessoas podem subir, mover-se lateralmente ou mesmo temporariamente para baixo, à medida que assumem maior controle sobre a determinação de suas carreiras.”

Resultados de forma colaborativa

Um dos pontos altos do artigo se refere a um mundo complexo, cheio de mudanças socioeconômicas e ambientais, que exige pessoas que estejam preparadas para atingir resultados de forma colaborativa, lidando com assuntos multidisciplinares, que sejam curiosas e com capacidade de resolver problemas de forma criativa.

“Uma razão subjacente à mudança da escada para a rede tem sido a natureza mutável do trabalho. As organizações de hoje são mais planas, mais baseadas em equipes e mais rápidas. Atribuições e funções mudam com mais frequência. E a promoção não depende apenas do desempenho passado, mas da capacidade de assumir novos desafios.”

A rede refere-se a complexidade, ao emaranhado de informações, áreas, pessoas, clientes, tarefas e tudo mais, conectados para atingir um resultado, para solucionar problemas.

A capacidade colaborativa, criativa, de adaptação à mudanças, autoconhecimento, constantemente aprender/ensinar e estar inteirado com tecnologias é muito importante hoje nas novas formas de trabalho.

Estamos cada vez mais próximos da extinção dos modelos de trabalho que valorizam a realização de tarefas realizadas como linhas de produção. Precisamos sim de modelos onde os profissionais sejam ágeis em aprender e por as soluções em prática.

Novas carreiras: carreira treliçada

A Harvard está chamando essa nova forma de progressão de carreira “treliçada”, onde serão valorizadas a agilidade de aprender e a agilidade ao avançar para o próximo passo importante na sua carreira.

Sem dúvida, a área de Recursos Humanos também precisa de profissionais multidisciplinares que trabalhem de forma colaborativa, menos compartimentalizado, que possam contribuir com visões diversificadas e maleáveis para resolver essas novas demandas e desafios.

Não se trata apenas de contratar, reter, desenvolver e gerenciar pessoas de gerações diferentes, se trata de uma mudança de Era, com pessoas, que independente da geração, já foram impactadas pela tecnologia nos seus trabalhos.

A Era da 4ª Revolução Industrial

Mais uma vez venho insistir que já estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial. Precisamos, além de discutir as mudanças, começar a assumir, experimentar e vivenciar ações que impactem positivamente nos modelos de negócios e na gestão de pessoas.

É preciso agir para identificar novas formas de condução de trabalhos e ferramentas que ajudem a entender mais desse novo colaborador e utilizar desses dados para construir jornadas e carreiras que tragam senso de realização e resultados efetivos para todos.

E esse assunto não acaba aqui. Ele abre um campo enorme para compartilhamento de ideias e formas de pensar.

O que você acha de nos falar o que achou sobre o artigo? Quero muito saber seu ponto de vista sobre esse assunto 🙂

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