A contínua pressão para atingir metas e alcançar resultados faz parte da realidade de qualquer profissional que trabalha em busca do sucesso. Entretanto, o exagero desse comprometimento pode acarretar em um colapso físico e mental – conhecido como síndrome de Burnout.
O problema que causa prejuízos na carreira e saúde, infelizmente está se tornando cada vez mais presente no mundo corporativo.
Para você entender melhor sobre o assunto, a seguir vamos explicar o que é e como evitar a síndrome de Burnout. Acompanhe!
O que é a síndrome de Burnout
A síndrome de Burnout acontece quando há uma incompatibilidade entre o trabalho a ser desempenhado e as expectativas do profissional acerca desse papel.
Um dos motivos mais frequentes para o transtorno é o excesso de demanda, que faz com que o colaborador não tenha recursos, tempo ou energia para cumprir as tarefas exigidas. Sendo assim, também é conhecida como a síndrome do esgotamento profissional.
O termo “Burnout” foi criado pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger, em 1974, que caracterizou o problema como uma série de sintomas que incluem dor de cabeça, insônia, irritabilidade e comportamento depressivo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou e classificou a síndrome como um fenômeno ocupacional, que foi detalhada na 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), como: “síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”.
De acordo com a OMS, ela pode ser caracteriza por três principais sintomas:
- sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;
- sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;
- redução da eficácia profissional.
Todos as profissões estão suscetíveis ao Burnout. No entanto, em algumas áreas o risco pode ser um pouco maior – profissionais de saúde, professores, vendedores, e outros da área comercial e de segurança são alguns dos exemplos.
Além disso, pessoas que exercem atividades em um ambiente de trabalho negativo ou perigoso, além de sofrerem com a pressão constante e normas rígidas, também podem apresentar o transtorno.
Quais as diferenças entre a síndrome de Burnout e o estresse
Apesar das condições serem parecidas, é importante entender as diferenças entre o estresse e o Burnout.
O estresse, normalmente, é originado de uma situação específica e pode se manifestar por um curto período. Já a síndrome de Burnout se manifesta a partir do estresse crônico, e surge de maneira mais silenciosa e gradativa.
As pessoas que apresentam essa condição geralmente encontram dificuldades para identificar a situação e buscar auxílio médico. Contudo, em casos de sinais de estresse frequente, é recomendado que o indivíduo faça uma consulta com profissionais de saúde. Psicólogos e psiquiatras são os especialistas mais indicados para identificar o problema e indicar o tratamento adequado.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR) em 2018, cerca de 70% da população brasileira sofre com alguma sequela do estresse. Dentro desse grupo, 32% tem a síndrome de Burnout.
Quais as consequências do Burnout
A síndrome pode apresentar diversos sintomas que prejudicam a qualidade de vida das pessoas e a realização das atividades, já que ela costuma ser acompanhada de um profundo sentimento de impotência.
Algumas consequências são:
- falta de motivação: indivíduos com essa condição não se sentem motivados com as suas funções;
- alterações no humor: os profissionais podem demonstrar irritabilidade com colegas de trabalho, negativismo e isolamento;
- cansaço excessivo: a síndrome pode resultar em cansaço físico e mental;
- sintomas físicos: pressão alta, insônia, dores musculares, problemas gastrointestinais, entre outros.
Essas situações prejudicam a saúde e o bem-estar das pessoas afetadas e, ainda, comprometem suas carreiras. No caso da empresa, essas consequências podem interferir nos resultados, gerando um aumento nas taxas de absenteísmo, afastamentos e queda na produtividade da equipe.
Como evitar a síndrome de Burnout
A maneira que um colaborador lida com o estresse em sua vida pessoal é determinante para a eclosão da síndrome de Burnout. Entretanto, a empresa pode adotar algumas estratégias para evitar que o problema afete os seus profissionais. Veja abaixo quais são elas!
1. Avalie as condições e o ambiente de trabalho
A primeira coisa a ser feita para diminuir os riscos de um colaborador sofrer com a síndrome de Burnout é fazer com que ele não se sinta incapaz ou inútil.
Para isso, deve-se avaliar a estrutura e os recursos fornecidos ao funcionário e verificar a demanda das atividades. Assim, é possível entender se existe uma carga realista de trabalho e as condições apropriadas para que ele consiga realizar as suas funções adequadamente.
2. Aprimore a comunicação interna
É fundamental manter um canal aberto de diálogo entre a empresa e os colaboradores. Dessa forma, é possível entender as expectativas do profissional em relação ao seu trabalho e também explicar o que a organização espera dele.
Ao esclarecer o propósito do integrante dentro do negócio é estabelecida uma noção de pertencimento e valorização do profissional.
3. Reconheça os profissionais
Além de bônus e benefícios, é essencial que a organização consiga apresentar uma perspectiva dentro da companhia para os seus colaboradores. Criar planos de carreira e ofertar orientação de gestão profissional são algumas das ações que transparecem reconhecimento.
4. Crie ações para socialização e relaxamento
Mais uma estratégia que pode ser adotada pela empresa para reduzir o estresse no trabalho e evitar a síndrome de Burnout é planejar ações e eventos que incentivem a socialização e o relaxamento dos colaboradores.
Criar um ambiente para entretenimento durante o intervalo do almoço; estabelecer campanhas que incentivem as atividades físicas; organizar eventos internos para socialização, e adotar terapias preventivas como meditação em grupo, aulas de yoga e massoterapia são algumas das ideias que podem ser aplicadas na companhia.
5. Conscientize os colaboradores sobre o problema
A organização também pode criar campanhas internas para conscientizar os trabalhadores sobre o problema, explicando quais são os principais sintomas, formas de prevenção e como buscar tratamento.
A ação pode ser realizada pelos canais de comunicação com banner no jornal mural, texto na intranet, informações na TV corporativa, entre outras estratégias. Além disso, é importante que os profissionais de RH saibam identificar os sinais para que consigam adotar as medidas corretas em casos mais graves.
A síndrome de Burnout pode afetar qualquer profissional que seja engajado com as suas funções e lide com estresse diariamente. Por isso, é fundamental dar atenção ao ambiente de trabalho e ao comportamento da equipe para adotar medidas que ajudem a evitar o problema.
Gostou do artigo? Então siga nossas redes sociais para não perder nenhum post! Estamos no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter.