Em tempos em que o mercado é cada dia mais competitivo e dinâmico, as empresas precisam encontrar formas de se adaptarem às demandas. E nesse cenário marcado pela automação e pela tecnologia, estabelecer um processo estruturado de gestão estratégica pode ser a diferença entre prosperar e fechar as portas de vez.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae em 2011, de cada 100 empreendimentos criados, 73 sobrevivem aos primeiros dois anos. Quando o período aumenta, no entanto, a realidade é bem diferente. Segundo dados levantados pelo IBGE, apenas 25% das empresas brasileiras sobrevivem a mais de dez anos no mercado.

A falta de planejamento estratégico e a incapacidade de realizar uma gestão de alta performance são dois dos principais fatores que levam as empresas a encerrarem as atividades precocemente. Em um primeiro momento, pode ser até possível manter a organização, a produtividade, a qualidade das entregas, a rentabilidade e lucratividade. Todavia, problemas como objetivos indefinidos, metas nebulosas, desmotivação de profissionais, conflitos internos e liderança ineficaz logo surgem e, caso a empresa não esteja preparada para lidar com eles, podem levar à ruína.

Esse é o assunto do artigo de hoje, em que falaremos sobre a importância da gestão estratégica contínua para o crescimento e a manutenção de uma organização, além dos processos e conceitos que a envolvem. Siga com a gente e boa leitura!

 

O que é gestão estratégica?

A gestão estratégica é um conjunto de práticas de gerenciamento que visam à estruturação de uma empresa de forma inteligente para que possa cumprir os seus objetivos com eficiência. Digamos, por exemplo, que os principais objetivos de uma empresa são aumentar seus lucros e melhorar o atendimento prestado aos clientes. Cabe à gestão estratégica alinhar a produção e as demandas de cada setor, equipe e profissional em prol da meta pré-estabelecida. Esse tipo de gestão pode ser aplicado em grandes, pequenas e médias empresas, e é eficaz para alavancar resultados, elevar a competitividade e, por consequência, aumentar o seu crescimento.

A gestão estratégica é fortemente baseada em dados. Isso significa que, para que seja eficiente, o modelo precisa envolver práticas como análises externas do mercado e da concorrência, avaliação de estratégias, implementação de processos voltados para o desenvolvimento contínuo e acompanhamento constante dos resultados obtidos. Além disso, é essencial que o Capital Humano entenda os objetivos, estratégias e posicionamentos da empresa para que esse tipo de gestão seja implementado. Esse critério pode parecer simples e intuitivo, mas de acordo com um artigo da Harvard Business Review publicado em 2005, em média, 95% dos funcionários de uma organização desconhecem ou não entendem a sua estratégia.

Para que esse modelo de gestão seja viável, diagnósticos e análises de ambientes são imprescindíveis. É preciso que a empresa faça panoramas que englobem informações como os produtos que possui, indicadores de venda e marketing, críticas do público, reclamações, reputação, desafios para os produtos e serviços, como a empresa é vista diante seus concorrentes, entre outras possibilidades. Identificar os problemas é o primeiro passo para desenvolver estratégias para resolvê-lo. Uma vez feita essa análise, o planejamento estratégico deve ser colocado em prática, mas sem deixar o monitoramento de lado – de preferência, utilizando indicadores de desempenho. Esse modelo de gestão faz parte de um processo contínuo que se adapta de acordo com as circunstâncias e, por isso, acompanhar a performance e os resultados obtidos é essencial.

 

As diferenças entre planejamento estratégico e gestão estratégica

Por maiores que sejam as confusões que envolvem planejamento estratégico e gestão estratégica, esses são conceitos bem diferentes. Enquanto o planejamento estratégico consiste na formalização de metas e ações propostas, a gestão estratégica é uma forma de gerenciamento e organização focada no cumprimento dos objetivos de uma empresa. A ideia é colocar em prática as ações definidas no planejamento para, assim, alcançar os objetivos traçados.

Planejamento estratégico e gestão estratégica são conceitos que dependem um do outro para que possam ser efetivos na missão de ajudar empresas a alcançar os seus objetivos.

 

As vantagens da gestão estratégica

A gestão estratégica envolve uma série de vantagens e benefícios para as empresas que a implementam em sua rotina. Através dela, é possível otimizar a produção de cada setor e, assim, diminuir o tempo gasto nos processos, reduzir os custos e aumentar a produtividade dos profissionais. Afinal, quando as pessoas trabalham em conjunto em prol de um objetivo em comum, elas tomam decisões mais assertivas, visto que estão cientes do que devem fazer e dos resultados que devem buscar. Além disso, há espaço para o desenvolvimento de colaboração e sinergia, melhora na comunicação e no alinhamento, o que representa ganhos tanto em desempenho geral quanto no clima e na cultura organizacional.

Outro ponto muito importante é que, através das análises feitas por uma gestão estratégica, é possível entender, a partir de um ponto de vista pautado em dados, onde estão as forças e as fraquezas de uma empresa. Esse tipo de medida evidencia qual departamento passa por dificuldades e precisa de mais atenção, o que faz grande diferença na hora de definir as ações prioritárias. De maneira geral, os diagnósticos feitos por uma gestão estratégica ajudam a identificar oportunidades e ameaças, a tomar decisões acuradas e a fazer correções a fim de manter a empresa focada em seus objetivos.

 

Os desafios da gestão estratégica

Realizar uma gestão estratégica não isenta as empresas de se depararem com desafios de tempos em tempos. Um deles é a administração das incertezas que, inevitavelmente, acabam aparecendo. Falta de continuidade, inconstâncias nas métricas e nos resultados e mudanças internas são alguns exemplos de circunstâncias desfavoráveis que podem se tornar incertezas, mas que, quando bem geridas, têm o potencial de se transformarem em situações produtivas. É importante compreendê-las antes de traçar planos estratégicos com o objetivo de modificá-las. Só assim, é possível delimitar a melhor forma de lidar com elas e implementar medidas que se encaixem melhor à necessidade da empresa.

Outro desafio comum à gestão estratégica é o fortalecimento da cultura organizacional da empresa. Como o principal ponto desse estilo de gestão é o alinhamento entre os setores – e isso impacta na cultura de uma organização -, é importante que as ações sejam bem estruturadas. Além disso, contar com uma liderança experiente, capaz de estimular a participação de todos e difundir os valores da empresa é fundamental para que esse propósito se cumpra.

Acertar nas decisões em uma gestão estratégica também é um desafio natural. Afinal, quando falamos em um modelo baseado em análises, também é preciso haver pessoas capazes de interpretar os dados e identificar as melhores soluções para cada situação. De nada adianta uma gestão estratégica sem uma tomada de decisões certeira por parte das lideranças.

 

Como aplicar esse modelo de gestão continuamente?

A gestão estratégica é um processo contínuo, tanto no sentido de precisar ser revisada constantemente para se adaptar às demandas atuais da empresa, quanto em relação à forma de implementá-la. Afinal, como mencionamos, é preciso ter um ponto de partida, ou seja, uma finalidade, que deve ser alcançada por meio de ações individuais. Isoladamente, ter uma estratégia não é o suficiente para que esse seja um processo capaz de alcançar bons resultados.

Por isso, é importante utilizar os ciclos PDCA (do inglês plan, do, check e act – planejar, fazer, checar e agir, respectivamente). Essas palavras são os pilares da gestão estratégica, uma vez que ajudam a organizar os processos desde a concepção da ideia até o momento de colocá-la em prática. Sobre essas etapas, as características são:

  • Planejar: envolve análises e identificação de objetivos, problemas, estabelecimento de metas e elaboração do plano de ação;
  • Fazer: prática do plano de ação conforme as especificações definidas;
  • Checar: coleta contínua de informações referentes aos resultados obtidos, além de avaliar o que funcionou e o que precisa de ajustes;
  • Agir: baseando-se nos resultados das análises, determina-se o que será implementado na rotina da empresa e o que precisa ser redefinido.

Ferramentas 

Dito isso, destacamos algumas ferramentas eficientes para implementar esse estilo de gestão na sua empresa. São elas:

Análise SWOT

A matriz SWOT, também conhecida como análise FOFA, é uma metodologia focada em analisar 4 pontos específicos a respeito de uma empresa:

  • Forças, ou os pontos fortes da organização;
  • Fraquezas, que correspondem ao que a empresa precisa melhorar;
  • Oportunidades, ou seja, quais são as possibilidades oferecidas pelo mercado para o negócio; e
  • Ameaças, termo relativo à concorrência e fatores que ameaçam o sucesso da empresa.

Essa é uma ferramenta aliada e muito efetiva na fase de diagnóstico da gestão estratégica.

People Analytics

O People Analytics é um processo que reúne as atividades de coleta, organização e análise de dados e informações a respeito dos profissionais de uma organização. O objetivo é identificar tendências e compreender questões específicas sobre os colaboradores e, a partir disso, tomar decisões mais estratégicas e consistentes para a empresa.

Essa coleta de informações é feita a partir de softwares como o Etalent PRO, a plataforma de gestão comportamental que reúne informações a respeito do comportamento dos colaboradores e permite que os gestores tomem decisões estratégicas baseadas em seus perfis comportamentais. Isso pode ser aplicado em várias frentes – desde contratar profissionais adequados aos cargos até criar equipes de alta performance.

5W2H

A exemplo da análise SWOT, o 5W2H também é muito eficiente para as fases de diagnóstico e implementação de um projeto. Através dele, é possível detalhar as ações que serão realizadas e acompanhá-las com maior eficiência ao longo do processo. Para tal, normalmente é criado um documento com as seguintes informações:

  • What: o que será feito;
  • Why: por que será feito;
  • How: como será feito;
  • Where: onde a ação será desenvolvida;
  • When: quando e em qual prazo;
  • Who: quem é o responsável pela ação;
  • How much: quanto irá custar para a empresa.

 

A importância do Capital Humano no sucesso da gestão estratégica

Ao longo dos anos, muita coisa mudou quanto à forma com que as empresas enxergam os seus colaboradores. Com a evolução tecnológica, as discussões constantes sobre felicidade, saúde mental e bem-estar no ambiente corporativo e a otimização do RH 5.0, entende-se que toda e qualquer empresa é formada por pessoas e que mantê-las satisfeitas em suas funções ocasiona melhores desempenhos e resultados mais expressivos. Quando o assunto é gestão estratégica, esse panorama não é diferente.

Ser estratégico também na hora de gerir as pessoas é essencial para mantê-las engajadas. Quando não há preocupação em promover esses processos de forma otimizada, abre-se espaço para problemas como ruptura com a cultura organizacional, gestores com dificuldades em relação à liderança, falhas comunicativas, desmotivação e microgerenciamento. A gestão de pessoas deve ser entendida como parte da estratégia, já que é a partir dela que se fortalece a cultura e a retenção de talentos é garantida. E esse processo deve ser pensado como uma tarefa também das lideranças, não como algo exclusivo do departamento de Recursos Humanos.

Por isso, é preciso estar atento ao Capital Humano e fazer análises constantes capazes de medir não apenas seus níveis de satisfação, mas também para entender onde estão as forças, dificuldades e quais tipos de medidas devem ser tomadas para que os profissionais continuem a se desenvolver. Com o Assessment Center, é possível realizar análises de desempenho mais profundas e utilizá-las a fim de identificar e cultivar os talentos. Em conjunto com o Mapeamento do Clima Comportamental, focado em avaliar a experiência dos colaboradores de uma organização e entender seus níveis de satisfação, fica mais fácil realizar uma gestão estratégica de pessoas e, consequentemente, obter os benefícios trazidos pelo modelo.

O papel do líder

Em uma gestão estratégica, o papel do líder vai além de manter os colaboradores inspirados, motivados e envolvidos. Também cabe a esse profissional as tarefas de manter a organização e o monitoramento nesse cenário, que precisa estar em constante avaliação. Isso, é claro, enquanto gerencia os liderados e desempenha um papel fundamental na construção de sinergia entre as equipes.

Um líder de uma empresa que optou por administrar seus recursos estrategicamente precisa ter uma visão ampla do plano de ações e seus objetivos, além de ser um profundo conhecedor da estrutura da organização onde atua. Só assim, ele consegue avaliar efetivamente se os resultados estão sendo alcançados ou se novas táticas precisam ser implementadas. Às vezes, quanto a um objetivo específico, o plano de ações se mostra eficiente, mas, para outro, não. Por isso, esse profissional tem que estar preparado e ciente, já que tomar decisões faz parte de sua rotina.

O líder também possui um papel importante quanto à coordenação. É ele quem define quando serão executadas as ações, estipula prazos, observa o alcance das metas e propõe ajustes, caso necessário. Cabe ao líder amparar, prover feedbacks, e construir equipes capazes de lidar com as demandas. Para isso, é interessante utilizar o Team Building, que foca na construção de times de alta performance baseando-se no comportamento de seus integrantes.

Em tempos de competitividade acirrada e empresas fechando as portas todos os dias, fazer uma gestão estratégica contínua é essencial: sempre planejar, fazer, checar e agir de acordo com os objetivos definidos e as mudanças do mercado. Assim, o sucesso vem!

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