Nem todos sabem da importância de se trabalhar com a neurociência comportamental dentro do RH, que é um dos órgãos vitais de todas as empresas.

Em primeiro lugar, é função do RH cuidar das peças que mantêm a empresa viva, ou seja, as pessoas. É essencial que o RH se renove a cada dia e tenha novas estratégias para lidar com os indivíduos dentro da empresa.

Sabemos que a realidade dos funcionários está em constante mudança, o emocional deles também. Por esse motivo, a neurociência comportamental torna-se essencial dentro do RH. Essa ciência ajudará a entender as mudanças de pensamento e na forma de agir dos funcionários e também trará estratégias que solucionarão esses novos impasses.

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Como funciona a neurociência?

Essa é uma ciência complexa, que estuda o sistema nervoso, tentando, assim, desvendar o funcionamento, conhecer a estrutura, desenvolvimento e possíveis alterações nele com o decorrer do tempo.

A neurociência está dividida em cinco campos de estudo: neurofisiologia, neuroanatomia, neuropsicologia, neurociência do comportamento e neurociência cognitiva. Existem várias neurociências, pois cada estudo e pesquisa (dependendo de sua motivação e objetivo) necessita de uma ciência específica para obter melhores resultados.

A neurociência é considerada uma ciência multidisciplinar, já que reúne várias áreas, como física, bioquímica, biomedicina, fisiologia, estatística, economia, entre muitas outras. Tudo isso com o objetivo de investigar o comportamento humano, entender como as questões físicas influenciam no indivíduo emocionalmente e pesquisar sobre os mecanismos de aprendizagem do ser humano.

Como foi a evolução da neurociência?

Entender o cérebro humano é, sem dúvida, um dos maiores desafios para a ciência. O cérebro sempre foi alvo de estudos, mas nunca foi tão bem compreendido, tamanha é sua complexidade. Embora esses estudos tenham começado na antiguidade, a neurociência é recente, tendo seu início em 1970.

Desde antes de Cristo, os gregos já estudavam o cérebro humano por meio de simples observações das ações do homem. As pesquisas mais avançadas sobre anatomia, realizadas em corpos de pessoas mortas, começaram em peso com a chegada do Renascentismo e do Iluminismo. Mas esses descobrimentos ainda eram perpetuados às sombras, pois esses estudos não eram bem-vistos pela igreja.

Um grande nome que contribuiu para a evolução da neurociência foi Charles Darwin, pois, como já dissemos, a neurociência estuda as alterações do cérebro, sua evolução conforme o tempo.

Porém, foi só depois da modernidade que a neurociência avançou de forma significativa. O surgimento dos computadores e tecnologias como Raio-X e tomografias melhorou, e muito, as pesquisas sobre o cérebro humano e consolidou a neurociência.

O que é neurociência comportamental?

A neurociência comportamental tem como objetivo estudar o que motiva as ações do homem, quais são as bases e as origens do nosso comportamento e de todas as nossas ações. Essa ciência também se preocupa em pesquisar como funciona a nossa memória e autoconsciência, como formamos a nossa personalidade, como aprendemos e adquirimos conhecimento e muito mais!

A neurociência comportamental tenta entender as nossas ações mais complexas, desde as voluntárias até as involuntárias, descobrindo como o nosso subconsciente influencia nas ações e emoções.

Para explicar por que o nosso corpo reage de tal maneira em certa situação, essa ciência se baseia nas terminações nervosas e na estrutura cerebral, por isso, a neurociência comportamental necessita do auxílio de outros campos de estudo como anatomia e psicologia.

Levando em consideração tudo o que já foi dito, fica fácil entender porque a área de Recursos Humanos necessita da neurociência comportamental para otimizar as estratégias da empresa, tanto na contratação quanto na gestão dos funcionários. Sabendo como os funcionários pensam e reagem a determinadas situações, fica mais fácil lidar com os indivíduos dentro da empresa.

Entendendo a neurociência comportamental, também podemos fazer uma análise de nós mesmos em busca de autoconhecimento. O ser humano nunca será uma máquina com cálculos perfeitos, mas a neurociência comportamental ajudará a controlar o que fazemos por impulso e também a analisar aspectos da nossa personalidade.

Conhecer-se por meio da neurociência é importante até mesmo para melhorar sua forma de adquirir conhecimento e guardar informações.

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