Há algum tempo, estudiosos e analistas de Gestão de Pessoas traçam tendências sobre as competências profissionais do futuro, na tentativa de prever em que direção os indivíduos devem se desenvolver. Com as mudanças aceleradas que vivemos – especialmente por conta do uso massivo de tecnologia -, todo ano novas e mais qualificações são exigidas.

Para se manter competitivo no mercado de trabalho, os profissionais devem investir no aprendizado contínuo, especialmente nas competências comportamentais e habilidades interpessoais: as famosas soft skills.

Neste artigo, vamos te contar sobre essas competências, sua importância e dicas para desenvolvê-las. Confira!

 

O que são soft skills?

As soft skills (ou competências comportamentais) estão relacionadas às habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Alguns exemplos são inteligência emocional, comunicação eficaz, liderança, criatividade, inovação, colaboração e pensamento crítico.

Essas competências não podem ser atestadas com certificados ou diplomas; por terem caráter subjetivo, tornam-se mais difíceis de serem identificadas e mensuradas. Esse é um dos principais motivos de organizações não acharem as pessoas certas para suas vagas. Em muitos processos de Recrutamento e Seleção, é comum que essas características sejam observadas apenas nas entrevistas ou nas dinâmicas de grupo.

O uso de algoritmos, inteligência artificial e processamento de dados permite realizar avaliações de perfil comportamental logo na primeira etapa de processos seletivos. Durante a triagem, é possível fazer a correlação entre os candidatos e a vaga, tendo como critério de corte as competências comportamentais exigidas para o desempenho da função. Outras análises (mais complexas) também podem ser utilizadas nas etapas seguintes dos processos de R&S. Assim, as chances de ter o match perfeito aumentam muito!

E as hard skills, o que são?

As hard skills (ou competências técnicas) são os conhecimentos formais que adquirimos, tais como formações, pós-graduações, línguas estrangeiras, cursos específicos e manuseio de ferramentas tecnológicas.

Por muitos anos, as organizações deram um foco exagerado nas capacidades técnicas em detrimento das competências comportamentais. Inclusive, nos bastidores do RH, há uma máxima que diz:

“Contrata-se pelo currículo e demite-se pelo comportamento.”

Sabe-se que é muito mais fácil ensinar as hard skills para um colaborador com um perfil comportamental compatível com a função do que mudar o comportamento de um profissional inadequado com vasto conhecimento técnico.

Hoje, entende-se que de nada adianta possuir um time altamente capacitado se os colaboradores não se comunicam nem colaboram uns com os outros.

 

Por que desenvolver as soft skills? Entenda sua importância

Ter as hard skills é mandatório, até porque, sem elas, simplesmente não conseguiremos nos manter no mercado de trabalho. O que de fato torna indivíduos e organizações mais competitivos é focar nas competências comportamentais para, então, desenvolvê-las.

Mais satisfação, mais produtividade

Em um contexto de RH 5.0 e gestão humanizada, entende-se que a satisfação dos colaboradores serve como catalisador para sua produtividade, por isso a importância dessas habilidades vem crescendo mais a cada dia.

Melhoria de resultados

Uma das principais vantagens das soft skills é que elas podem ser usadas em diversas profissões e áreas, contribuindo para a melhoria dos resultados das organizações. Essa é uma das características que as tornam tão desejadas pelas empresas!

Desenvolvimento contínuo

Realizar o desenvolvimento e o aprimoramento das habilidades de forma constante torna-se cada vez mais importante para os profissionais e para as organizações. De acordo com um estudo realizado pelo World Economic Forum, estima-se que, em dois anos (de 2020 a 2022), 42% das principais competências e habilidades requeridas pelos cargos irão mudar.

 

Como desenvolver as soft skills?

Para desenvolver as competências comportamentais, tanto o colaborador quanto a empresa devem estar cientes do Talento do indivíduo e o perfil da função que ele desempenha. Somente com essas competências bem definidas, será possível trilhar melhor o caminho para potencializar a performance e tornar o profissional mais produtivo e satisfeito.

O papel das empresas

Neste processo, a organização tem função fundamental, pois deve ajudar o profissional a compreender a importância das competências comportamentais e do seu desenvolvimento. 

Para que se estabeleça como traço da cultura da empresa, o RH pode enviar comunicados regularmente sobre diferentes soft skills, tanto no âmbito profissional quanto pessoal – uma vez que a evolução comportamental impacta todas as esferas da vida de um indivíduo.

Mas é preciso abordar o tema com embasamento, da maneira mais apropriada. Para tal, recomenda-se que profissionais devidamente habilitados ajam como multiplicadores desses valores na organização. 

Além disso, a organização deve estabelecer uma cultura de feedback que seja estimulante para todo o Capital Humano, sejam líderes ou colaboradores. Por fim, cabe manter aberto um canal para sugestões, dicas e críticas, para tornar a comunicação ainda mais transparente.

O papel dos colaboradores

O profissional pode, por conta própria, construir métodos que atuem na potencialização das suas características comportamentais. A reflexão e o autoconhecimento são fundamentais para esse desenvolvimento. 

Um dos aspectos importantes nesse contexto é o autocontrole. A pessoa que consegue controlar bem seus sentimentos e reações estará melhor preparada para lidar com situações do dia a dia, adotando uma postura mais focada e sem gerar maiores impactos.

Outra opção é tentar colocar as soft skills em prática. Isso significa buscar interações no dia a dia que possibilitem o exercício dessas habilidades. Com o tempo, é natural que os erros sejam corrigidos, trazendo à tona o melhor do comportamento de cada pessoa. 

 

A tecnologia como aliada na Gestão de Pessoas

Quando o assunto é gerenciamento de pessoas, as ferramentas tecnológicas são importantes aliadas. A utilização de sistemas de Gestão de pessoas, como o Etalent PRO, potencializa os resultados obtidos, diminuindo a margem de erros e oferecendo informações precisas sobre as pessoas. Agora, não há espaço para inferências ou percepções individuais (normalmente equivocadas). 

Com uma profunda compreensão comportamental dos colaboradores, é possível focar em Planos de Desenvolvimento Individuais e, assim, definir metas e objetivos que tenham compatibilidade com o seu perfil.

Outra importante aliada no desenvolvimento das soft skills é a liderança da organização. O curso Liderança Comportamental prepara os líderes (e aspirantes à liderança) para:

  • Estabelecerem uma comunicação clara e direcionada no dia a dia;
  • Saberem a melhor maneira de delegar tarefas no time;
  • Lidarem melhor com as pessoas;
  • Entenderem os diferentes perfis comportamentais, valorizando o que cada um tem de melhor;
  • Potencializarem os talentos da equipe, com o objetivo de construir um time de alta performance.

A tecnologia também ajuda a formar uma base consolidada de dados, que permite a análise ampla de informações sobre o Capital humano, a produtividade, a rentabilidade, fluxos e processos, conferindo mais rapidez no diagnóstico e solução de problemas e pontos de melhoria.

 

As 7 soft skills mais valorizadas pelas organizações

Na realidade, não existe um consenso com relação a esse tema, pois cada cargo vai demandar um conjunto de competências comportamentais específicas. Além disso, é preciso levar em consideração a cultura organizacional, o nicho de mercado em que atua etc.

Mas, de uma maneira geral, podemos destacar:

1. Liderança

Um bom líder deve estar verdadeiramente preparado para lidar com pessoas. Para isso, precisa saber identificar talentos, orientar, motivar e estabelecer relações de confiança, conduzindo o time na direção das metas estabelecidas. O líder que demonstra segurança e interesse em desenvolver seus liderados se torna uma figura de inspiração para seu time.

2. Colaboração

Várias cabeças pensando juntas produzem mais e melhor do que separadas”, certo? Saber trabalhar em equipe presume o entendimento claro de que as diferentes competências comportamentais de cada profissional se complementam, levando o time a cumprir os objetivos maiores. Um ambiente de trabalho colaborativo é mais saudável para a pessoas, pois melhora as relações.

3. Inteligência emocional

Quem domina esta soft skill é capaz de reconhecer, avaliar, controlar e direcionar as próprias emoções e as emoções de outras pessoas. Desenvolvê-la é fundamental para lidar com pessoas de personalidades distintas, para trabalhar sob pressão e para gerenciar conflitos e crises.

4. Negociação

Negociar é saber ser persuasivo, estabelecendo conexão com as pessoas, demonstrando entusiasmo e segurança para defender suas ideias, permitindo que os outros também se expressem, para juntos, chegarem a um bom termo que satisfaça as partes envolvidas. Esta competência não se refere apenas a negociações comerciais ou com fornecedores. Quando se trabalha em equipe, prazos de entrega, atribuições e outros pontos fundamentais para a boa performance são decididos por meio de pequenas negociações internas.

5. Comunicação eficaz

Uma comunicação eficaz é aquela em que você consegue se fazer entender com clareza e expor suas dúvidas e insights. Mas também é saber ouvir e contextualizar os envolvidos a respeito do assunto falado. Quando as pessoas se comunicam bem, há o real alinhamento de expectativas e ideias, favorecendo a sinergia entre as pessoas e, consequentemente, aumentando a produtividade e qualidade das entregas.

6. Flexibilidade e criatividade

A transformação digital exige que os profissionais sejam versáteis, capazes de se adaptar constantemente às mudanças e novidades, sejam elas positivas ou negativas. Além disso, pessoas flexíveis tendem a usar a criatividade para resolver problemas e superar desafios, já que enxergam o mundo “fora da caixa”.

7. Visão macro

Essa competência permite que os profissionais tenham uma visão ampla sobre processos, desafios e metas, ou seja, entendam o negócio sistemicamente, em que as áreas e departamentos fazem parte de um todo maior.

 

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Danielle Marques

Danielle Marques é da equipe de Marketing da ETALENT. Jornalista por formação, adora lidar com pessoas e é apaixonada por LEGO.

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