A partir da clássica teoria do CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes), do psicólogo David McClelland, a ETALENT desenvolveu um conceito próprio. Mas não se preocupe com o título deste artigo, caso você não seja uma pessoa entendida em matemática… Aqui não há fórmulas complexas, números gigantescos ou equações assustadoras.

Para nós, a matemática é simples, está ligada ao Capital Humano e serve para te ajudar a alavancar a sua carreira, independente de qual seja!

Mas, afinal, o que é a Matemática do Talento e como ela é relevante para o seu desenvolvimento profissional? Nesse artigo, nós vamos te contar mais sobre o conceito e mostrar o tamanho de sua importância para uma gestão otimizada.

 

A teoria do CHA

Criada na década de 1970 a partir dos estudos do psicólogo americano David McClelland, a teoria do CHA consiste em uma técnica baseada na divisão do comportamento dos profissionais em três pilares:

    • Conhecimentos, que corresponde ao saber teórico do indivíduo;
    • Habilidades, equivalentes ao “saber fazer” dos profissionais; e
    • Atitudes, que estão relacionadas às ações daquela pessoa em seu ambiente de trabalho – o que chamamos de “querer agir”.

Na prática, a ideia da teoria de McClelland é que estes pontos estejam equilibrados para que os profissionais consigam atingir bons desempenhos em suas funções. No caso de um piloto de helicóptero, por exemplo, a aplicação do conceito fica bem visível. Antes que ele chegue, de fato, a assumir o comando da aeronave, ele precisa construir um saber teórico significativo. Em seguida, ele começa a desenvolver suas habilidades em simuladores para que aprenda a transformar a teoria em prática. Só depois de terminado esse processo, ele pode pegar o helicóptero para pilotar.

Mas será que a teoria do CHA é suficiente para justificar bons resultados e auxiliar profissionais que desejam alcançá-los?

 

Como atingir os melhores resultados? ­­

Ao longo de mais de 30 anos, perguntamos a empresários e executivos o que eles esperam dos profissionais que contratam para fazer parte de seus times. As respostas podem variar um pouco e ser mais ou menos objetivas, mas sempre estiveram relacionadas a resultados. Como as empresas precisam ser rentáveis para continuarem abertas, é natural que este seja o foco – afinal, quanto melhor a produtividade dos profissionais, melhor para eles mesmos e para as organizações.

Se, por um lado, os executivos e empresários desejam ver resultados palpáveis, por outro, é necessário pensar em quem são as pessoas capazes de gerá-los. Com as nossas pesquisas e estudos, concluímos que os melhores desempenhos vêm daqueles que conseguem equilibrar seu comportamento, suas habilidades e seus conhecimentos. Estes são os pilares para o que chamamos de atitudes de alta performance.

A alta performance nada mais é do que atender ou superar as expectativas. Profissionais que conseguem alcançá-la são mais produtivos, apresentam melhor desempenho em suas funções e maior qualidade naquilo que se propõem a fazer. Já atitude é mais difícil de definir. Para a ETALENT, representa tudo que uma pessoa faz. Logo, ao juntar esses fatores, o indivíduo otimiza seus resultados – e o mais importante de tudo: a um custo emocional e psicológico baixo para ele mesmo.

Essa, no entanto, não é exatamente a ideia trazida pela teoria do CHA. É aqui que entra o nosso conceito próprio: a Matemática do Talento.

 

O que produz atitudes de alta performance?

Segundo a teoria de McClelland, o bom desempenho de um profissional depende do equilíbrio de seus conhecimentos, suas habilidades e suas atitudes. Na ETALENT, essa ideia foi adaptada e sofreu algumas pequenas alterações, dando origem ao que chamamos de Matemática do Talento.

Por conta das definições e discussões de diversos autores sobre o conceito das atitudes, entendemos que o “querer agir” não é o suficiente para contemplar a complexidade da questão. Há fatores que consideramos importantes que não são englobados pelo CHA, como a felicidade e as necessidades do profissional. Em tese, acreditamos que, se nosso piloto do exemplo anterior não sentir prazer ao pilotar o helicóptero, é provável que ele não atinja um bom desempenho ao realizar a atividade, mesmo que possua o saber técnico, a habilidade e a “atitude” para isso.

Em nossa modelagem, a atitude de alta performance é uma consequência do equilíbrio dos outros elementos – conhecimentos, habilidades e comportamentos.  O que muda para nós é que, dessa forma, os fatores emocionais, sociais e as necessidades individuais do profissional estão inseridos na equação e, desta forma, consideramos um caminho mais ecológico a ser seguido pelos colaboradores. O comportamento está ligado também ao desejo, prazer, vontade e é o que possibilita que algumas pessoas se sintam energizadas por algum tipo de atividade enquanto outras, não.

Para nós, Comportamentos, Conhecimentos e Habilidades em equilíbrio geram Atitudes de Alta Performance e possibilitam Resultados exponenciais.

Matemática do Talento ETALENT

Portanto, a equação da Matemática do Talento é definida por C1 x C2 x H = APP = R.

Para melhor visualização, aplicamos essa fórmula em uma ilustração gráfica, a que chamamos de Cubo de Competências. O Cubo é um modelo tridimensional da Matemática do Talento e foi pensado a partir dos três eixos mencionados: conhecimentos, habilidades e comportamentos.

Recomendamos:
  Fuja dos perfis de cargo inexistentes

Para saber mais sobre o Cubo de Competências ETALENT, acesse o nosso artigo sobre Educatividade.

É o tripé conhecimentos + comportamentos + habilidades, em conjunto com o entendimento claro das atividades a serem exercidas, que possibilita ao profissional ter atitudes de excelente performance.

 

E o que é comportamento? ­

Como ponto de partida, vamos considerar a definição dada pelo dicionário Houaiss para essa palavra. Nele, consta “procedimentos de alguém em face a estímulos sociais ou a sentimentos e necessidades íntimos ou uma combinação de ambos”. De maneira mais ampla, comportamento está diretamente relacionado ao jeito com que lidamos e respondemos ações e/ou emoções, sejam elas de natureza externa ou interna.

Identificando as preferências, tendências, modo de pensar, agir e sentir de uma pessoa, traçamos o que chamamos de estilo comportamental. Com a  Metodologia DISC,  uma das ciências comportamentais mais utilizadas do mundo, é possível observar a existência de diferentes perfis, organizados a partir de quatro fatores principais: Dominância, Influência, eStabilidade e Conformidade.

Cada um desses fatores possui características marcantes que impactam diretamente o estilo comportamental de uma pessoa. Indivíduos com alta Dominância, por exemplo, tendem a ser competitivos, diretos, objetivos, audaciosos e mantêm seu foco em resultados. Já os de alta Influência tendem a ser mais sociáveis, simpáticos, persuasivos e participativos. Estes dois fatores estão relacionados à extroversão e são mais abertos em suas relações.

Há, também, os fatores que representam tendências introspectivas. Indivíduos com alta eStabilidade, por exemplo, gostam de pessoas, são pacientes, amáveis, empáticos, ponderados e persistentes. Já os de alta Conformidade focam em disciplina, planejamento, perfeccionismo e são mais voltados para regras e procedimentos.

Cada um desses fatores apresenta outros três subfatores, que ajudam a enxergar características que possuímos e tendências quando agimos. O resultado são 36 perfis comportamentais diferentes – ou 36 talentos – que equilibram essas informações de maneiras distintas.

É importante ressaltar também que todos nós apresentamos Dominância, Influência, eStabilidade e Conformidade em intensidades diferentes e é justamente a partir dessa relação que se torna possível gerar as análises comportamentais.

Na Matemática do Talento ETALENT, apresentar o comportamento adequado ao cargo é imprescindível para atingir um ótimo desempenho e um nível alto de qualidade. Afinal, não adianta nada possuir habilidades extensas, saber tudo sobre o assunto e, no fim das contas, se sentir esgotado, infeliz e desestimulado no momento de exercer a função, não é mesmo?

 

Como a ETALENT aplica a Matemática do Talento na Gestão de Pessoas?

Na ETALENT, consideramos que o comportamento do profissional é a chave não apenas para o seu sucesso, como também o de sua empresa. Para nós, conhecimentos e habilidades são adquiridos com tempo e dedicação, mas o comportamento é bem mais difícil de mudar. Por isso, a melhor opção em longo prazo é ter as pessoas certas nos lugares certos – e quando isso é priorizado desde o início, todos saem ganhando.

A partir da Metodologia DISC, estabelecemos o nosso foco no autoconhecimento e autodesenvolvimento dos profissionais. Para que a Matemática do Talento seja aplicada com eficiência, é necessário promover o match entre o escopo dos cargos e os talentos dos profissionais. Pensando em impulsionar essa integração, a ETALENT oferece uma série de relatórios comportamentais elaborados para auxiliar na compreensão dos perfis dos colaboradores. A partir das informações levantadas nestas análises, fica mais fácil visualizar quais pessoas se adaptam melhor a quais tipos de atividades.

O Etalent PRO também é um aliado poderoso para uma gestão de pessoas otimizada e inteligente. Nossa plataforma on-line de Gestão Comportamental possibilita alinhar os cargos aos tipos de comportamentos e, para isso, conta com análises a partir de questionários, criação de cargos e até mesmo comparações entre os perfis dos profissionais e perfis da função. Com essa ferramenta e o levantamento de dados que ela proporciona, é possível recrutar ou remanejar pelo comportamento, maximizando a produtividade, além de evitar os contratempos causados por profissionais insatisfeitos.

Outra ferramenta importante para o match perfeito é a Arquitetura de Cargos. Esse é um serviço pensado para melhorar a produtividade e a rentabilidade das organizações por meio dos processos de atração, ambientação e gestão. O ponto aqui é, desde o início, aplicar a premissa da pessoa certa no lugar certo e, uma vez que isso se dá em todos os processos que envolvem o Capital Humano dentro de uma empresa, o alinhamento acontece naturalmente. Logo, os funcionários atingem a alta performance, as empresas se tornam mais eficientes, ágeis, humanas e maiores são as chances de conseguir resultados otimizados!

Ainda está confuso sobre a Matemática do Talento?

Nazaré confusa

Se quiser esclarecer suas dúvidas ou quiser saber como aplicar a Matemática do Talento em sua organização, fale com a gente!

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