Guia Completo Metodologia DISC

Por mais que a tecnologia esteja presente dentro de empresas e indústrias de todos os portes, é impossível fazer o negócio progredir sem a força de trabalho humana – seja de forma estratégica ou operacional. Por isso, a ideia de que o principal capital da empresa é o capital humano e não o financeiro vem sendo cada vez mais difundida.

O capital humano considera todo o conhecimento adquirido por um profissional por meio da teoria e da prática. Portanto, valorizar as pessoas é uma ideia frequentemente debatida em blogs, congressos e cursos voltados a gestores, empresários e profissionais do setor de recursos humanos.

A partir de agora você vai saber tudo o que precisa sobre esse conceito: definição, de onde surgiu, a diferença entre capital humano e intelectual, a sua relação com a tecnologia, RH e liderança e ainda será possível conferir algumas dicas valiosas para desenvolvê-lo na sua empresa. Acompanhe!

O que é capital humano?

O conceito de capital humano pode ser entendido como o bem mais precioso que uma empresa, indústria ou instituição pode ter. O termo representa o valor agregado pelos profissionais por meio dos seus conhecimentos técnicos, suas experiências, suas habilidades, seus comportamentos e suas competências pessoais.

De maneira simples, podemos definir o capital humano como o conjunto de competências, comportamentos, conhecimentos e habilidades que um profissional tem para realizar suas funções no trabalho. Investir nesse conjunto é essencial para que as atividades realmente agreguem valor no que diz respeito aos resultados do negócio.

O gerenciamento adequado desse recurso tem impacto direto no crescimento de uma empresa. Uma vez que as pessoas são as principais responsáveis por manter os processos a todo o vapor, perceber quais as suas demandas, como desenvolver o potencial de cada um e promover um bom clima organizacional é de total responsabilidade dos gestores.

Qual é a diferença entre capital humano e intelectual?

Uma vez entendido o conceito de capital humano, é interessante saber que há uma diferença em relação ao capital intelectual – expressão que pode fazer com que haja uma confusão entre os dois conceitos.

O capital intelectual envolve questões que vão além do conhecimento adquirido pelo profissional. Entre elas, estão:

  • o registro de marcas e patentes da identidade visual da empresa e os serviços oferecidos;
  • o banco de dados internos, que revela informações sobre cliente, fornecedores, parceiros e a concorrência;
  • a rede de relacionamento, construída pelos diretores, gestores e líderes e que leva à concretização de parcerias.

Como surgiu o capital humano?

O termo capital humano surgiu a partir de um artigo publicado na revista American Economic Review, no ano de 1961. Theodore W. Schultz, um professor do departamento de economia da Universidade de Chicago – considerado o pai do capital humano – batizou o seu trabalho de “Investment in Human Capital”, em tradução livre, Investimento em Capital Humano.

No texto, o autor, que posteriormente se tornou o ganhador do Prêmio Nobel de Economia no ano de 1970, relacionou o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) com os resultados obtidos pelas empresas ao investir em conhecimento e habilidades dos profissionais.

Então, ao ser estabelecido o conceito de capital humano, houve também a relação entre a produção das empresas e a acessibilidade da população à saúde, educação e saneamento. Quanto mais conhecimento e qualidade de vida eram fornecidos aos colaboradores, maior era a produtividade das equipes. E, consequentemente, melhores eram os resultados.

A melhor parte é que esses impactos permanecem até hoje. O aumento da expectativa de vida, a migração da população das áreas rurais para as cidades, a mudanças no mercado de trabalho originadas pela globalização e a revolução tecnológica são exemplos de elementos que influenciam no desenvolvimento do capital humano na atualidade.

Qual é o impacto da tecnologia no capital humano?

Os avanços tecnológicos ressignificaram os processos de diversos setores de uma empresa, incluindo o departamento de recursos humanos. Hoje, chamamos esse novo formato de RH 4.0.

O uso inteligente das ferramentas tecnológicas permite que o trabalho seja realizado na mais perfeita sintonia. Isso significa que pessoas, processos e os próprios instrumentos digitais operam juntos na coleta e análise de dados para que o resultado seja um recrutamento mais alinhado à realidade da empresa e suas expectativas sobre o mercado.

Utilizar a tecnologia para promover uma abordagem mais estruturada e trazer segurança aos processos de tomada de decisão relacionados ao capital humano das empresas é de uma relevância imensurável.

Recursos que nasceram nessa revolução – como o People Analytics – são capazes de revelar o perfil mais adequado para a organização, buscar por profissionais que atendam a esse padrão e ajudam a empresa a identificar essas pessoas em meio aos candidatos através de uma triagem de currículos altamente eficiente.

O resultado você já sabe: construção de equipes de alto desempenho, retenção de talentos, diminuição do turnover e produtividade.

Qual é a relação do capital humano com RH e liderança?

Não é novidade para você, principalmente depois de tudo o que falamos até agora, que o capital humano é uma das maiores responsabilidades de um setor de RH moderno.

O trabalho dos gestores de RH voltado à valorização dos talentos, alinhado às novas tecnologias e práticas eficientes de educação corporativa, permitem que vários processos sejam realizados com excelência, como:

  • a avaliação do perfil de profissionais, como já mencionamos, é feita de maneira muito mais rápida e precisa, trazendo agilidade e economia aos processos de recrutamento e seleção;
  • o RH focado no capital humano utiliza ferramentas que permitem fazer investimentos adequados para o desenvolvimento desses colaboradores.

Em todos esses processos, capital humano e liderança também trabalham de maneira integrada. Quanto mais envolvimento e comprometimento tiver da parte dos gestores, mais engajamento e produtividade serão refletidos no posicionamento das equipes.

Os líderes que não são capazes de demonstrar carisma e empatia também têm dificuldade em conquistar os colaboradores. Logo, uma empresa que tem a consciência do valor do profissional para que os resultados possam ser alcançados deve focar não só no desenvolvimento dos trabalhadores, mas também investir em capacitação e treinamentos de liderança.

Como desenvolver o capital humano na empresa?

Qualificar os colaboradores é uma preocupação recorrente para as empresas que buscam resultados positivos e sabem bem o valor das pessoas nesse processo. Como pontuamos aqui, o capital humano considera a experiência adquirida por esses profissionais, seja na prática, seja por meio do conhecimento teórico.

Dito isso, devemos ter a consciência de que, para alcançar o conceito de capital humano, é fundamental desenvolvermos as habilidades e os comportamentos dos colaboradores, independentemente dos cargos ocupados.

Mas é claro que essa não é a única maneira de promover o quadro de colaboradores ao posto de bem mais valioso do negócio. Por isso, selecionamos algumas dicas que vão ajudar nessa missão. Confira!

Plano de carreira

Apresentar um bom plano de carreira é essencial para que os colaboradores possam trabalhar engajados. Primeiro, porque existe um foco – eles sabem aonde querem chegar. Segundo que os planos de carreira valorizam o desempenho do profissional.

Nesse cenário, podemos dizer que a retenção de talentos é um verdadeiro desafio. Portanto, investir nas habilidades e nos comportamentos desses profissionais e oferecer a eles a oportunidade de alcançar um posicionamento melhor dentro da empresa não só contribui com o desenvolvimento, como facilita o caminho para que os objetivos corporativos sejam atingidos.

Autonomia da equipe

O capital humano está diretamente relacionamento ao engajamento e à confiança que a equipe deposita nos empregadores, nos líderes e no seu próprio desempenho.

Assim, se na sua equipe há algum membro que duvida do seu potencial ou, ainda, não se sente capaz de tomar uma decisão sozinho, sua empresa pode estar enfrentando problemas relacionados ao capital humano.

Dar autonomia para os colaboradores e equipes tomarem decisões e trabalhar a autoconfiança desses indivíduos é um caminho para potencializar a confiança e a parceria entre contratantes e contratados.

Bonificação

Quando falamos em bonificação, é importante entender que há uma diferença expressiva em relação às políticas de benefício.

Isso porque enquanto os benefícios podem ser entendidos como ações que fazem parte da remuneração – e são imprescindíveis para a manutenção do capital humano – as bonificações são uma forma de incentivar os colaboradores a atingir uma determinada meta.

As recompensas devem ser usadas como uma maneira de investir no capital humano e no seu desenvolvimento. Ao conceder um bônus, a empresa está mostrando que confia no colaborador, no seu trabalho e reconhece os esforços para apresentar bons resultados.

Capacitação e treinamentos

Por último, vale ressaltar novamente a necessidade de investir em capacitação e treinamentos. Como o objetivo de investir no capital humano é extrair o máximo em desempenho, desenvolver continuamente as competências necessárias para o exercício de cada função é imprescindível para que esses indivíduos evoluam conforme as demandas do mercado.

Quando um empreendimento valoriza o seu capital humano, ele garante uma série de benefícios à empresa – seja em estrutura, seja na rotina. Colaboradores valorizados erram menos, são mais produtivos e motivados. E, como consequência, a empresa retém seus talentos, as equipes atuam de maneira mais engajada e os resultados passam a ser surpreendentes.

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