Por Richely Tamura

O setor farmacêutico, via de regra, é um dos que menos sofre os impactos de crises, pois medicamentos estão na lista de itens indispensáveis, assim como a alimentação.

Na frente comercial, embora tenha havido queda nas prescrições médicas no segundo trimestre de 2020, isso logo se normalizou com a adesão à telemedicina e o aumento do uso de receitas digitais. Houve também o aumento de vendas de medicamentos genéricos e isentos de prescrição, além da disponibilização de testes de COVID em farmácias.

Já na indústria, a busca pela vacina fez com que laboratórios ganhassem milhões em investimento, ampliando o seu valor no mercado. Tudo isso provocou um aumento notável no faturamento do segmento farmacêutico – ainda mais se considerarmos todo o cenário adverso.

Por outro lado, a crise da COVID-19 foi de magnitude ímpar e que teve outros impactos nesse setor até mesmo pela falta de matérias-primas – o que, em alguns casos, provocou a redução na produção de medicamentos.

Nesse período, entre meus contatos, a maioria das empresas adotou home office para áreas administrativas e poucas tiveram redução de carga horária na área produtiva, bem como redução do quadro de pessoas.

Nesse ponto, gostaria de provocar a reflexão: Na necessidade de redução, em que o gestor deve escolher alguns colaboradores da sua equipe para serem desligados, o que pode fazer com que você não seja escolhido?

Normalmente, os critérios de decisão do gestor gira em torno de:

    • Qual profissional ou posição, se ausente, terá o menor impacto na equipe como um todo?
    • Qual profissional é o mais específico e limitado em suas funções?
    • Em termos de hard skills e soft skills, quais profissionais desempenham melhor essa posição?

Nesse momento, o profissional mais generalista, o chamado coringa, se destaca. É aquele que tem inteligência emocional para lidar com diferentes situações e mudanças, além de um grande senso de gerenciamento do tempo e de prioridades, para saber conduzir diversos assuntos em paralelo.

Cada vez mais, os profissionais estão entendendo que sua carreira deve ser administrada como uma empresa, que deve ser continuamente retroalimentada com investimentos em desenvolvimento técnico e pessoal. Seu plano de carreira deve ser elaborado e estruturado por eles mesmos, não pela empresa. Isso é assumir o protagonismo na carreira profissional.

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É um grande desafio para os recrutadores encontrarem o talento ideal para cada posição. Por isso, é tão importante a análise de perfil comportamental e o conhecimento profundo do profissional de RH sobre quais são os requisitos de cada área de atuação.

Importante frisar que as soft skills requisitadas pelo setor farmacêutico variam conforme os desafios de cada departamento. Um profissional que trabalha em produção, por exemplo, tem um perfil comportamental diferente daquele que trabalha no desenvolvimento de produtos, no departamento de qualidade ou no marketing. Nesse contexto, a análise DISC pode ser uma grande aliada.

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Veja a seguir um resumo do perfil comportamental mais requisitado para cada área:

Para saber mais sobre soft skills e comportamento profissional,
leia o artigo Perfil comportamental: os 36 Talentos ETALENT.

De forma geral, atualização profissional constante e a resiliência para se adequar às mudanças de estratégia que ocorrem são pontos comuns a todas as atividades no segmento farmacêutico. Este, definitivamente, não é um setor para quem tem como principal motivação o trabalho com rotina definida.

Para 2021, a expectativa é que o setor cresça ainda mais, à medida que se a economia estabilize. Como em toda crise, se destaca o profissional se adapta e inova, quem cria soluções para problemas que antes não existiam e quem se mantém preparado para assumir novas responsabilidades.

 

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