Atualmente, o foco nos aspectos humanos tem sido uma tendência nos processos de gestão de pessoas e, com a adesão ao home office, isso só se intensificou ainda mais. Assim, conceitos como o Employee Experience (experiência ou jornada do colaborador) têm ganhado cada vez mais atenção das empresas, sobretudo da área de Recursos Humanos, como uma prática empresarial determinante para assegurar a satisfação dos colaboradores e o sucesso das organizações. 

Quer saber como esse assunto impacta diretamente as ações da sua companhia? Acompanhe este artigo para se debruçar sobre o tema e entender os motivos que levam à necessidade da adesão da sua empresa ao Employee Experience ser inevitável para caminhar de forma positiva no mercado, especialmente nos dias de hoje. Dê uma olhada nos tópicos que abordaremos neste artigo: 

 

O que é Employee Experience?

Para o bem ou para o mal, todos nós temos lembranças de como foi trabalhar em determinada empresa. Pode não ser uma ampla lembrança de toda a jornada, mas alguns acontecimentos marcantes, com certeza, ficaram. 

O Employee Experience é a soma dessas diversas vivências que acabam fazendo parte das nossas rotinas profissionais e criam essa conexão entre o funcionário e a organização, desde o primeiro contato até o fim do vínculo empregatício.

Por isso, esse conceito se torna tão importante quando pensamos em Capital Humano e Gestão de Pessoas, já que o Employee Experience está diretamente relacionado à postura da companhia no seu dia a dia. É uma forma de medir se os seus valores estão sendo seguidos em todas as suas esferas, o que é determinante para sua reputação, além de indispensável para promover um clima organizacional favorável e saudável para todos.

Segundo Jacob Morgan, grande referência sobre o tema e autor do livro The Employee Experience Advantage, há algumas poucas maneiras de se olhar para o Employee Experience. Primeiro, através dos olhos do colaborador, depois, pelos olhos da organização e, finalmente, pelos pontos comuns entre os dois.

Quando envolvemos o colaborador na construção dessa experiência, ao invés de simplesmente tê-la desenhada pela organização, temos a interseção das expectativas.

 

Quando esse conceito começa a ganhar força nas organizações?

O conceito de Employee Experience começa a ganhar mais força e reconhecimento a partir das mudanças que vêm ocorrendo no mundo atual, a partir das quais o Capital Humano passa a ser mais valorizado dentro das companhias como forma de promover o Employer Branding (marca empregadora), não se restringindo à imagem externa da empresa, mas realmente se empenhando em trabalhar na busca pela melhora nos processos de retenção e atração de talentos, através da geração de boa experiência durante toda a jornada de contato com os funcionários.

Assim como um consumidor escolhe uma marca dentre inúmeras disponíveis no mercado, através de pesquisas, feedbacks e comparações, o profissional de hoje, cada vez mais exigente com questões voltadas à experiência sentida do que exclusivamente ao valor monetário, vai procurar por perfis de empresas que mais se destacam dentro daquilo que ele procura. 

Por isso, da mesma forma que há um grande enfoque na Experiência do Cliente, com a Experiência do Funcionário não deve ser diferente, já que esta jornada é tão importante quanto e impacta também toda a jornada do cliente. É essa a mudança de mindset que vemos acontecer nas organizações que estão, de fato, preocupadas com o aspecto humano do negócio.

 

Por que o Employee Experience é importante?

O Employee Experience tem papel crucial na fidelização dos colaboradores e no desempenho da companhia de forma geral, contribuindo para:

    • Alinhar as competências do colaborador às exigidas pelo cargo;
    • Fortalecer a cultura organizacional;
    • Melhorar o clima da empresa;
    • Ampliar a acessibilidade dos colaboradores;
    • Reduzir a rotatividade dos profissionais;
    • Aumentar o engajamento;
    • Diminuir os erros;
    • Melhorar a comunicação interna;
    • Melhorar a experiência do cliente.

E por que esses fatores são tão importantes? A resposta está nas pessoas. Uma vez que cada engrenagem de uma organização depende do Capital Humano para funcionar, não é difícil compreender que quanto mais os colaboradores estiverem motivados e satisfeitos com a empresa, melhor será o clima organizacional e, consequentemente, melhores serão os resultados alcançados

 

Benefícios do Employee Experience

O nível de impacto de um Employee Experience promovido de forma eficaz dentro de uma organização pode otimizar diversas esferas fundamentais para desenvolvimento do negócio, como:

Melhora na relação entre a companhia e o colaborador

Se um profissional se vê deslocado, sem propósito na companhia, com funções que não se adequam às suas características e talentos, de acordo com o conceito  de Ecologia Humana da ETALENT, o indivíduo tende a caminhar pela trilha vermelha, que é quando a pessoa realiza atividades inadequadas ao seu perfil. Isso a hostiliza, enfraquece e faz mal, podendo, sobretudo, inibir motivações e talentos. Neste tipo de interação da pessoa com o ambiente, todos têm a perder. 

Mas, ao perceber que é valorizado, que possui chances realistas de ascensão de carreira e se sente incluído em etapas e decisões da empresa, o colaborador tende a aumentar seu engajamento e produtividade. Ou seja, graças a um bom Employee Experience, ele se sente mais estimulado a cumprir seu papel e, até mesmo, superar expectativas.

Melhora na atração e retenção de talentos 

A partir de uma boa experiência desde o primeiro contato do profissional com a empresa, mesmo que não seja admitido, ele pode ficar inclinado a tentar ingressar na companhia novamente, enquanto os profissionais já integrados darão o seu melhor para continuar na empresa, uma vez que veem ali uma oportunidade de construir uma carreira sólida e alinhada aos seus valores pessoais.

Sem os colaboradores, a companhia não consegue chegar a lugar nenhum. Por isso, é extremamente importante valorizar o Capital Humano desde o início de sua jornada, e ter uma Gestão de Pessoas eficaz.

Colaboradores mais felizes e realizados em seu papel

O prazer é o combustível da produtividade. Quando o profissional se vê em um ambiente favorável nos aspectos físico, cultural e emocional, sua qualidade de vida e seu desempenho são elevados exponencialmente. 

E, para viabilizar esse tipo de relação ideal, é muito importante ter capacidade para alocar os talentos nas atividades que mais têm a ver com eles e proporcionar boas condições de desenvolvimento e adaptação, bem como a adesão de líderes preparados e encorajadores. 

Uma das formas mais assertivas de atuar nessas frentes da Gestão de Pessoas é entender o comportamento da organização, e isso é possível através do Mapeamento do Talento e Felicidade no Trabalho, da ETALENT. 

Os resultados obtidos auxiliam os gestores na formação de equipes e reúnem insumos comportamentais que podem ser aplicados nas estratégias de melhoria dos resultados da empresa, aumentando a eficiência nos departamentos e áreas. E é exatamente nesse sentido, focado no bem-estar das pessoas e da companhia, que o conceito de Employee Experience caminha.

Monitore o clima comportamental da sua organização 

Reflexos positivos para o cliente 

Por fim, o reflexo dessas ações voltadas para o Employee Experience poderá ser percebida até mesmo pelo cliente, uma vez que ser atendido por um profissional preparado, feliz e engajado abre diversos precedentes positivos acerca da imagem que o consumidor constrói da sua marca

Dessa forma, o trabalho prestado pela companhia terá maior percepção de qualidade e melhor Experiência do Cliente. 

 

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Como a ETALENT pode ajudar a implementar a Employee Experience na sua empresa? 

Como podemos observar, é importante ter o devido preparo para lidar com aspectos cruciais como a produtividade, a felicidade no trabalho e a saúde mental dos trabalhadores, principalmente em meio a um cenário que vem exigindo grande adaptação e resiliência.  

A melhor forma de trabalhar para isso é colocar em prática um bom Employee Experience. Mas, para isso, é preciso executar o trabalho contínuo de acompanhamento e proximidade com o colaborador, durante todas as etapas de sua jornada. E a ETALENT pode te ajudar nisso em todos os processos de gestão de pessoas.

A relação entre o funcionário e a organização inicia-se antes mesmo da contratação do profissional. Por isso, é importante considerar a jornada do colaborador desde a abertura das vagas. Veja este passo a passo que preparamos para você, com algumas dicas valiosas:

1 – Definindo o cargo

Antes de mais nada, é preciso planejar a vaga, identificando quais são as exigências técnicas e comportamentais requeridas para realizar a função. Infelizmente, em muitos casos, os aspectos comportamentais são negligenciados nesta etapa, gerando um desalinhamento e consequências ao longo de todo o restante da jornada do colaborador.

A Arquitetura de Cargos mapeia a função integralmente, indicando informações básicas, como: salário, descrição das atividades, requisitos comportamentais, número de vagas disponíveis, hierarquia e trilha de carreira, e responsabilidades do cargo.

2 – Recrutamento e Seleção 

Em seguida, é hora de começar o processo de recrutamento e seleção. Para agilizar a triagem de um grande volume de candidatos, recomenda-se utilizar uma plataforma de ATS (Applicant Tracking System ou Sistema de Rastreamento de Candidatos). Uma das mais conhecidas e utilizadas no Brasil é a Vagas.com, que é parceira da ETALENT.

Confira o vídeo a seguir para conhecer o conceito do Funil de Atração ETALENT e entender os benefícios deste importante modelo de triagem:

Parceria Vagas ETALENT

Quanto mais candidatos, menos informações são necessárias. Quanto menos candidatos, mais informações são necessárias. 

Como você pode observar, no início do processo, onde há muitos candidatos, a quantidade e a profundidade de informações necessárias sobre os profissionais costumam ser mínimas. Aqui, o perfil comportamental do cargo é comparado ao de todos os candidatos de maneira simples e automatizada. Assim, você obterá um ranking com a primeira informação mais importante do processo seletivo: o percentual de adequação comportamental dos candidatos ao cargo.

Estabelecido um ponto de corte (por exemplo, os dez mais adequados às exigências do cargo), passamos para o cruzamento entre as exigências do cargo e currículo dos profissionais.

Depois de selecionar os candidatos com os menores gaps, passamos para as dinâmicas e entrevistas. Por fim, com poucos candidatos no páreo, é hora de escolher o profissional que melhor atende às exigências do cargo e mais se adequa à cultura da empresa. E, para tomar a melhor decisão, são necessárias mais informações sobre esses candidatos.

No Etalent PRO, você encontra o relatório mais adequado para te apoiar e simplificar cada uma dessas etapas. Na fase de entrevistas, por exemplo, com o relatório de análise de seleção da ETALENT, você terá dicas de abordagens para suas entrevistas, não só para validar as informações como também reforçar as expectativas a respeito de toda a jornada do colaborador.

Através das análises comportamentais, você vai agilizar o processo de recrutamento e seleção e será mais assertivo na escolha dos candidatos, gerando, assim, menor custo e melhor experiência para o colaborador, pois suas características pessoais serão consideradas desde o início do contato com a organização. 

3 – Onboarding e integração

Com a contratação do profissional, partimos para a fase de ambientação na organização. Este é o momento para alinhar expectativas e apresentar amplamente os valores e a cultura da empresa ao novo colaborador, além de promover a integração do profissional com os seus colegas de equipe.

Nesta etapa, é muito importante que o colaborador perceba o propósito naquilo que faz e esteja alinhado aos objetivos da empresa. Deixe bem claro para ele o seu papel e suas metas, e mostre como isso se alinha à missão e à visão corporativa.

Uma última dica é planejar experiências e interações sociais que possibilitem que os novos funcionários interajam com seus pares e fortaleçam seus relacionamentos. Isso pode ser um fator decisivo no sentimento de pertencimento e toda a experiência do colaborador.

4 – Treinamento e desenvolvimento

Ao ingressar em uma empresa, é natural que o novo colaborador leve um tempo para desempenhar com habilidade as suas funções – é o que chamamos de curva de aprendizagem, que varia de pessoa para pessoa. Nesse tempo, ele passa a entender na prática como funcionam os fluxos de trabalho, a hierarquia dentro da organização e a operação do negócio. 

Passado este período, é hora de investir no desenvolvimento profissional. Avalie as necessidades de treinamentos: uso de ferramentas, idiomas, desenvolvimento de soft skills e especializações, entre outros. Cada profissional vai apresentar um gap diferente em relação à sua posição ou atividade. Mas é certo que todos podem – e devem – se desenvolver cada vez mais.

Paralelo a isso, também é preciso incentivar o desenvolvimento comportamental do colaborador, para que ele possa realizar as suas atividades com mais maestria e felicidade. E, para isso, a ETALENT oferece o MyEtalent, uma plataforma de coaching 100% online focado no autodesenvolvimento, para construção de uma visão de futuro mais clara e assertiva.

Com a ferramenta, o profissional poderá ter uma experiência completa de autoconhecimento e uma percepção melhor a respeito do ambiente que o cerca. Além disso, terá claras quais são as características comportamentais que ele precisará desenvolver para desempenhar a função e quais os pontos fortes que devem ser mantidos e estimulados.

5 – Gestão e manutenção de Talentos

Por fim, para a gestão e manutenção do profissional, dois pontos têm fundamental importância:

  • Estabelecimento de uma prática consistente de feedbacks estruturados, com periodicidade determinada. Não vale aquela conversa informal no cafezinho ou no corredor… Um bom feedback deve ser marcado com antecedência, para que seja possível elencar os pontos que devem ser conversados, sejam eles fortes ou fracos. Se você precisar de apoio no desenvolvimento de feedbacks comportamentais, oferecemos as devolutivas comportamentais, que podem ser aplicadas individualmente, para grupos ou para times.

 Saiba mais sobre nossas Devolutivas Comportamentais

  • Avaliação regular do desempenho do colaborador. Assim, é possível acompanhar e identificar rapidamente os gaps das equipes e mantê-las alinhadas, contribuindo para a experiência dos colaboradores da organização. Para isso, nada melhor do que o Assessment Center ETALENT, que oferece um diagnóstico da equipe com o acompanhamento da performance e do potencial, para que você possa perceber a evolução de cada profissional e da equipe.

 

Ficou com dúvidas? Quer saber mais sobre como a ETALENT pode te ajudar a implementar ou aprimorar a jornada dos colaboradores na sua empresa?

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