Guia Completo Metodologia DISC

O poder é o exercício da liderança sobre outras pessoas. É influenciar o interesse dos outros para que adotem comportamentos ou realizem tarefas.

Quando esse sentido é analisado sob a perspectiva empresarial, entende-se que a relação de poder nas organizações pode ser relacional ou por circunstâncias.

Dessa forma, a autoridade pode se manifestar de diversas formas para que haja controle e limitação da liberdade das pessoas, fazendo com que elas atinjam determinados objetivos.

O poder e sua relação com os subordinados se apresentam por competência, coerção, legitimidade, persuasão, ligação etc.

Continuando a leitura, você entenderá melhor como se dá a relação de poder nas organizações de acordo com essas modalidades. Acompanhe!

Poder pela competência

Por meio de seus conhecimentos, comportamentos e habilidades, a pessoa ocupa um cargo superior no qual os subordinados respeitam e admiram sua competência.

Um exemplo simples é quando seguimos a prescrição médica conforme determinações do médico, pois reconhecemos a capacidade desse profissional.

Poder pela coerção

Na relação de poder por coerção, medo é a palavra-chave. O líder mostra que, se os funcionários não cooperarem com suas ordens, ele poderá puni-los, gerando um clima de confronto.

Os castigos podem variar de tarefas desestimulantes, anulação de privilégios e até bloqueio para o desenvolvimento profissional dentro da empresa.

Tudo isso pode acontecer mediante ameaça verbal ou não verbal — algo que frequentemente caracteriza assédio moral e, inclusive, uma futura demissão.

Poder pela legitimidade

Dependendo da posição organizacional, o líder pode fazer parte do organograma da empresa. Um posto de autoridade com aceitação dos demais, mas que nem sempre é respeitado.

Por exemplo, o filho do proprietário pode levantar questionamentos dos seus subordinados ao demonstrar inexperiência. Porém, raramente será contrariado.

Poder pela persuasão

Refere-se à arte do convencimento. O superior utiliza argumentos racionais ou emocionais para convencer seus subordinados da importância de uma tarefa, de uma decisão ou para levá-los a apostarem em um projeto.

Nesse caso, os aspectos comportamentais das pessoas são usados para fazê-las se sentirem inspiradas e persuadidas de acordo com as metas desejadas.

Poder pela ligação

O uso do relacionamento está intrínseco para que uma pessoa consiga favores ou desfavores de alguém influente. As relações interpessoais derivadas das redes sociais proporcionam vantagens significativas.

Outro exemplo pode ser encontrado no meio político no qual governantes, infelizmente, podem abusar de suas influências para conseguirem o que querem.

Poder pela recompensa

Nessa relação de recompensa, a ambição ocorre por meio de incentivos e favores, dentre outras coisas para que as pessoas trabalhem independentemente da supervisão.

Usar esse artifício é atrelar a vontade e eficiência das pessoas a um retorno tangível e de curto prazo — inclusive, desautorizando o próprio líder.

Não existe uma forma específica de exercer o poder. Tudo é relativo à situação, objetivos da empresa e ao perfil dos subordinados a fim de que haja adesão e atração pelas ideias, execução de tarefas e metas alcançadas.

O importante é entender que a relação de poder nas organizações só é bem-sucedida quando todos reconhecem que o trabalho em conjunto resultará em ganhos mútuos, ou seja, ambos crescerão em prol de um propósito único.

Criar e compartilhar essa percepção deve ser oriundo de um trabalho de cultura organizacional consciente.

Afinal, os líderes ou empresários são agentes responsáveis pela transformação das relações de poder nas organizações, assim como por influenciar a política empresarial e sua ação de desempenho do gestor. 

Este conteúdo foi útil para você? Então, amplie mais seus conhecimentos lendo sobre os desafios da liderança para entender o ônus e bônus dessa posição.

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